Fui pro Brasil: São Luiz do Maranhão, Barreirinhas e Lençóis Maranhenses

No nosso primeiro ano de Canada conhecemos uma brasileira, minha chara, que foi morar em Ville de Quebec por um ano, enquanto o marido fazia pós doutorado. Nos duas estudamos juntas no curso de francês e com o tempo ficamos amigas. Quando terminou a pós do esposo da Rachel, eles voltaram para o São Luiz do Maranhão (que é a cidade natal deles) e nos deixaram o convite de ir visita-los, caso fôssemos ao Brasil de férias.
Como disse em um dos posts anteriores, ir para o Brasil não era nossa primeira opção, porém como era necessário, decidimos pelo menos fazer uns passeios que nunca tínhamos tido a oportunidade de fazer e dar uma de turista. Como convite feito (as vezes) é convite aceito, entrei logo em contato com a Rachel para INFORMAR (uahsuahsuahsuas) que estaríamos indo para a casa dela no mês de maio.
Olha, do dia que falei com a Rachel ao dia em que efetivamente compramos as passagens, foi um “vou, não vou” infinito. Eu fui para passar 1 mês no Brasil, porém o Wesley foi para passar 2 semanas. Nos queríamos ir pro Maranhão para conhecer os lençóis, mas o Wesley também queria ir para Jeri, pois ele morou 15 anos no Ceara e nunca havia pisado lá. Fora isso ele ainda tinha que passar um tempo com a família dele em Fortaleza, com isso foram muitos cálculos de dias, tempos, vai pra onde, fica aonde, vai quando, volta quando.
O tempo do Wes em terras tupiniquins seria uma correria só. Inicialmente decidimos ir tanto para São Luiz quanto para Jeri, porém as datas de vôos baratos se chocavam com a disponibilidade de pousada baratinha em Jeri. Depois decidimos ir somente pro Maranhão e ficaríamos lá 6 dias. Depois mudamos de idéia e decidimos não ir mais pra São Luiz e ficar apenas no Ceara mesmo, acabou que voltamos para a idéia de ir apenas para a casa da Rachel e compramos logo as passagens, pois o preço já estava aumentando e batemos o martelo para uma semana em terras maranhenses. Depois de uma ou duas semanas onde já estava tudo ok, passagens compradas e datas informadas pros anfitriões, eu consegui uma pousada baratinha em Jeri e que se encaixava de uma forma legal na agenda corrida do Wesley e no nosso bolso, desde que antecipássemos nossa volta de São Luiz pra Fortal. Assim fizemos com isso terminou a saga do “vai, não vai”.

Então, o que eram para ser 6 dias na casa da Raquel, se transformaram em 3 dias e meio. Chegamos em uma quinta-feira no meio da tarde e voltamos para Fortaleza domingo de noite. No dia da nossa chegada, não deu tempo de fazer muita coisa, apenas fomos conhecer e almoçar em um shops de lá e depois seguimos para a casa dos anfitriões para deixar as malas. De lá nos partimos para dar uma volta pela orla da cidade, conhecemos alguns pontos turísticos que infelizmente não lembro o nome pois foi bem corrido e depois fomos jantar em uma churrascaria. Nesse dia não teve nenhuma foto de paisagem legal, pois já estava de noite quando fizemos a maioria dos passeios.

No dia seguinte o roteiro foi ir conhecer o centro histórico do Maranhão, ou seja, bater muita perna. Não deu tempo de conhecer tudo, mas acredito que fomos nos locais mais importantes. A Rachel e o esposo foram excelentes guias e venderem a cidade deles com todo o carinho do mundo. Eu achei São Luiz parecido e ao mesmo tempo diferente do Ceara, mas tendendo mais pra diferente, pois muitas vezes nem cara de Nordeste tinha, a começar pela vista do avião, onde já dava pra ver muitos rios cortando tudo e uma vegetação bem diferente da que eu estava acostumada. O centro histórico é outra coisa que não temos em Fortaleza, pelo menos não como é em São Luiz. Todos os lados que a gente olhava dava para perceber que aquele local tinha muita história e eu adorei pois finalmente entendi de onde vem a expressão “Nem eira nem beira” que eu sempre usava, mas não sabia o real significado.

Para quem não sabe, essa expressão significa não possuir coisa alguma e ser extremamente pobre. A eira e a beira era um negócio dos telhados das casas que não vou saber explicar aqui direito, mas pelo que eu entendi, se antigamente o telhado de uma pessoa tivesse uma eira, essa pessoa não era pobre… se tivesse eira e beira essa pessoa já era bem de vida… se tivesse eira, beira e tribeira essa pessoa era o riquíssima. E pra completar se a pessoa tivesse tudo isso no seu telhado e ainda tivesse a fachada da casa coberta por azulejos, a pessoa era o Mark Zuckerberg da cidade. Se fulano não tem nem eira nem beira, então não nada. É em desbundado.

Nesse dia almoçamos na escola de culinária do Senac e o tema era frutos do mar. MEOOOO DEOOOOS DO CEEEEEO… quanta comida maravilhosa eu comi. Da vontade de chorar quando lembro que tão cedo não vou comer nada igual o(╥﹏╥)o.

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No dia seguinte acordamos cedo para pegar 5 horas de estrada rumo a Barreirinhas. É dessa cidade que sai o famoso pau de arara em direção aos Lençóis Maranhenses. Assim que chegamos fomos logo correr em busca de uma pousada, depois almoçar rapi10 e seguimos rumo ao paraíso. De Barreirinhas até o destino final são mais ou menos 1 hora. Parte do trajeto é em um pau de arara, parte em uma balsa e parte em um pau de arara novamente. Chegando lá foi uma correria de sobe duna, desce duna, nada nos lagos. O lugar é INCRÍVEL!!!!! Acho que um dos locais mais lindos que já vi na vida. As fotos não mostram o quão bonito é, serio. Esse passeio valeu toda a viagem, pena que é um passeio super corrido e a pessoa tem que estar um pouco em forma, pois é bem cansativo também.
De noite, ja em Barreirinhas novamente, fomos comer pizza. Mais uma vez sou só elogios, porém não posso indicar o nome do restaurante pois não lembro. Acho que comi a melhor pizza da viagem ao Brasil nesse local.
O último dia, que foi um domingo, foi só correria. Pegamos estrada novamente em direção a São Luiz, quando chegamos nos almoçamos em um self-service dentro do supermercado Matheus (delicia também), fomos para casa dar uma descansada e de noite pegamos o avião de volta para Fortal City, pois no dia seguinte de manha já seguiríamos rumo ao paraíso numero 2, Jeri.

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Saldo da viagem:
1.Foi ótimo encontrar a Rachel e o Fernando. É bom saber que temos amigos que nos recebem tão bem. Muito obrigada mais uma vez pelo carinho e cuidado meus queridos.
2. O Brasil é muito maior e muito mais bonito do que a gente possa imaginar. Os lençóis são algo incrível de se ver. A natureza é bela e perfeita. Faltam palavras pra descrever a magia daquele lugar.
3. A culinária do Brasil também é imbatível.

Fui pro Brasil: Comidinhas

É até “triste” falar, mas eu não queria ter ido ao Brasil esse ano. Não, eu não tenho repulsa pela minha origem, muito pelo contrário, fico até chateada quando escuto brasileiros que moram aqui falando tão mal do Brasil (o que é incrivelmente comum pelas bandas de cá).
A questão é que o primeiro ano da imigração é um ano de adaptação e reconstrução. A gente recomeça tudo do zero: trabalho, vida social, montar apartamento. É um território totalmente desconhecido e por isso levamos um tempo para deixar tudo o mais equilibrado possível… tanto emocionalmente quanto financeiramente.
No segundo ano já ficamos mais acostumados com o novo budget, já temos uma rotina mais definida, as fortes emoções do primeiro ano já deram uma amenizada e, talvez, os dois já estão trabalhando, nesse caso começa a sobrar um dinheirinho pra planejar viagens para um local diferente. Nos passamos por 1 1/2 recomeço aqui no Canada: o maior de todos quando chegamos em Quebec e uma 1/2 recomeço quando nos mudamos pra Montréal. Então meio que depois de tudo isso, nossos planos era viajar para fora, conhecer lugares ainda não explorados, aproveitar o fato de que é mais barato ir pra outros lugares legais saindo daqui do que saindo do Brasil. Porém esse ano já ia completar 3 anos que estávamos fora e o Brasil meio que já estava nos chamando. Eu e a minha mãe sentíamos muita falta uma da outra e digo sem sombra de dúvidas que foi apenas por ela que fui ao Brasil. Como um bônus eu me dei a chance de matar o desejo de comer varias coisinhas que não temos acesso fácil aqui no Canada, ver amigos queridos e fazer uns passeios bacanudos.

Bem, esse post é um rapidex apenas para eu deixar registrado algumas maravilhas deliciosas que eu comi durante esse um mês que passei no Brasil. Faltou comer muita coisa, mas a gente vai com a ilusão de que vai dar tempo de fazer tudo, ver todo mundo e comer os sabores de 26 anos de Brasil, mas não da não gente.
Eu comi muitas delícias na viagem que fiz pro Maranhão, que eu nunca havia comido antes. Comi uns 3 cheddars McMelts que é o meu sanduíche preferido do Mc e que não tem aqui. Comi muita comida da mamãe, mas não tive a chance de provar nem metade das coisas deliciosas que ela tem o talento de fazer. Fora caranguejo, coxinha, camarão, refrigerante de caju, yakult, iogurte (detesto os daqui), tapioca, requeijao e muitas e muitas outras coisas gostosas.

Bem, a seguir, cenas fortes. Prepare-se:

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Fui pro Brasil: Ida e Chegada

Esse ano, depois de praticamente 2,5 anos fora, fui ao Brasil para ver a família e amigos. Eu consegui pegar uma passagem relativamente barata saindo de Montréal, fazendo escala em Miami e indo direto para fortaleza… uhuuuul. Não precisei passar por São Paulo como normalmente as pessoas que vão para o nordeste precisam fazer. Eu fui de surpresa, não contei para minha família pois eu queria ir como presente de dia das mães para a minha mãe, uma vez que cheguei em uma terça e o dia das mães foi no domingo. Apenas alguns amigos sabiam que eu estaria indo para o Brasil ヽ(^。^)丿.
Falando da viagem em si: foi super rápida. Fui de American Airlines de Montréal até Miami. Achei o avião super pequeno e desconfortável. Eu não sou uma pessoa grande, mesmo assim consegui ficar apertada nas poltronas. Esse trecho era mais rápido, se não me engano foram de 3 a 4 horas de voo e não dava direito a comida de verdade, apenas uma coisinha para beliscar. Chegando no aeroporto de Miami foi uma correria, pois eu queria ir logo ficar próximo ao meu portão de embarque, uma vez que eu estava sozinha, não falava inglês e o aeroporto era gigante. O maior aeroporto que já estive na vida (como se eu já tivesse andado em muitos). Enfim, eu desci em um portão e eu precisava estar do outro lado do aeroporto. Acho que de caminhada até onde eu precisava estar eu gastei uns 30 minutos, sem brincadeira. Ainda bem que eu não precisei pegar as malas, foi tudo direto. Eu não precisei passar pela imigração americana propriamente dita em Miami, pois isso aconteceu no aeroporto de Montréal antes de embarcar, mas obviamente precisei passar a mala de mão pelo detector de raio-x e aquelas outras burocracias antes de um embarque.
Depois de tudo isso resolvido, eu podia ir procurar um local para comer, mas como o “desespero” em chegar logo onde eu deveria estar era grande demais, acabei dando um pequeno vacilo e não comi onde tinha mais opções. Depois que eu entrei para o saguão de embarque só tinha um Mc Donalds e algumas outras poucas opções que, ou estavam fechando pois já era tarde (umas 21:00 e o voo saia umas 24:00), ou eu não gostava muito. No fim das contas restou pro Mc quebra galho e depois fiquei perambulando pelo imenso saguão, tentando conectar a internet (só temos direito a 30 min de net nesse aeroporto), olhando algumas vitrines de free shop ou simplesmente praticando o nadismo.
Finalmente deu a hora de embarque, dessa vez o avião foi da TAM/Latam. Achei o avião melhor. A poltrona era maior, tinha mais espaço para os pés, se bem me lembro não sentou ninguém na poltrona exatamente ao meu lado, então pude me movimentar mais. A tv da poltrona tinha muitas opções de coisas para assistir e como o voo era mais longo, foi servido duas refeições: uma janta e um café da manha e os dois bem gostosinhos.
Chegando em Fortaleza foi bem rápido na imigração. Não precisei abrir mala nem nada. Minha amiga incrível Carol foi me buscar no aeroporto e me deixar na casa dos meus pais. A diferença de clima eu obviamente senti na hora, um clima mais abafado e bem mais calor do que o que estava fazendo na mesma época em Montréal. Eu estava meio eufórica, porem de uma maneira que me travou totalmente. Ao mesmo tempo que eu achava tudo diferente do que eu estou acostumada hoje em dia, achava tudo igual a quando eu fui embora. No caminho até meus pais foi engraçado e estranho reconhecer alguns pontos que antes faziam parte do meu dia a dia. Acho que o primeiro impacto mesmo foi de não reconhecer aquele local, aquela cidade como minha casa, sabe?
Chegando na minha mamis, de surpresa, foi uma outra sensação estranha. A primeira pessoa que vi foi o meu pai, que inicialmente demorou a me reconhecer (parece até que passei uns 10 anos fora). Depois vi a minha linda e maravilhosa rainha que ficou com o olho cheio de água e mal conseguiu se levantar da cadeira (não apenas de emoção, mas porque ela estava com a maldita da chicungunha). Foi a melhor parte da minha chegada, dar um abraço na minha mãe depois de tanto tempo.

Depois volto aqui para falar dos outros pontos interessantes dessa viagem ao Brasil, se eu for falar tudo, vai ficar um post muito grande, afinal eu passei um mês em terras tupiniquins.

Esse post não vai ter fotos, pois perdi as fotos do primeiro dia de Brasil.
Shame on me (#/。\#).

Por onde andei?

Mesmo longe do blog a internet não me larga. Eu posso não estar postando com uma freqüência digna, mas todos os dias estou dando uma olhada breve ou aprofundada no instagram, youtube, facebook, pinterest, snapchat e em outros blogs. É um vício, uma coisa que não me larga e que eu gostaria, sinceramente, de não ser tão dependente.
De toda maneira, participar de uma coisinha aqui e outra ali, me deixa bem contente pois me faz relembrar a época em que eu tinha um bloquinho de mulherzinha lá pelo ano de 2008, o finado “Uma Aspone Qualquer”, que se alguém procurar não vai achar nada além de algumas referências, pois eu cancelei e apaguei o bixim sem do nem piedade.
Ultimamente o que tem me ligado mais e mais ao mundo do youtube é o fato de eu ter uma amiga que tem um canal muito fofo e cuidado com todo carinho, a Anndreza Verissimo. Vez ou outra eu estou ajudando ela a gravar vídeos, tirar fotos, indicando referências, conteúdos e tudo mais que eu puder ajudar.
Vou deixar linkado aqui alguns vídeos que fiz participações especiais, para quem desejar dar uma voz aos textos que já escrevi aqui.







Tô praticamente uma youtuber!!!

Como estou?

goodvibes

Eu sou beeem antiguinha no mundo dos blogs. Calculo que se eu tivesse continuado o primeiro blog que eu criei, eu já estaria com 10 anos de internet. Porem eu já disse inúmeras vezes aqui no blog que sou de fases. As vezes tenho vontade de escrever, as vezes tenho vontade de ler apenas o que os outros escrevem. Em resumo, eu sou aquela pessoa que gosta mais de escutar do que falar, na maioria dos casos.
Mesmo assim me pego pensando na minha vida aqui e no quanto eu gostaria de ter pessoas “desconhecidas” para dividir minhas experiências. Quando eu digo “dividir experiências” eu não quero dizer “vem cá que eu vou te trazer para morar no Canada”, pois é bem diferente. Quando eu cheguei aqui muita gente me procurou praticamente esperando que eu fizesse o processo de imigração por eles, e não posso mentir, isso me tirou um pouco o estimulo de escrever. Eu super ajudo, mas não posso fazer tudo. As vezes o sentimento que eu tinha é que eu queria mais do que a pessoa, sabe??
Mas nem era sobre isso que eu queria falar. Sim, eu tenho mania de misturar meus pensamentos e fazer uns parenteses nada a ver. Então, voltando… Estou morando em Montreal agora e aqui nos temos uma vida bem diferente do que tínhamos em Ville de Quebec. Primeiro que por ser uma cidade grande, as coisas realmente aceleram mais. Sobra menos tempo para fazer coisas, eu perco mais tempo de deslocamento, a propria rotina em relação a carga horaria de trabalho do Wesley é maior, como agora estou fazendo faculdade passo os dias fora retornando para casa apenas de noite, aqui temos poucos amigos então o lazer se perde mais entre um cochilinho na cama e outro cochilinho no sofá entre alguns episódios de serie no netflix, sabe? Mesmo a cidade oferecendo inúmeras, mas inúmeras opções de entretenimento, eu e o Wesley somos do tipo de pessoas que precisamos de um estimulo de fora para sair de casa. É bem difícil decidirmos sozinhos ir em um parque, ir em um restaurante… essas coisas. Dito isso eu afirmo que, mesmo morando aqui a 9 meses, o que eu conheço de Montreal é praticamente nada. Isso é um pecado, né?
De toda maneira eu posso me defender: cheguei aqui sem um ap definitivo pra morar, eu não estava definitivamente matriculada em uma faculdade então passei uns tempo em casa praticando o nadismo, depois veio inverno, mudança de apartamento, primeiro semestre sofrido na Udem e com isso passaram-se 9 meses. Na faculdade eu não consegui me enturmar com facilidade, mas culpo isso a uma característica minha também, pois eu sou meio tímida para fazer amigos… mesmo assim fiz alguns coleguinhas imigrantes, assim como eu. Nativos não fiz nenhum.
Depois de um primeiro semestre sofrido na faculdade, ontem apanhei com o francês, apanhei com o ritmo diferente, apanhei com a maneira diferente de fazer provas e com a rotina de aulas, sobrevivi e fui passar um mês de férias no Brasil. Voltei do Brasil e fiz mais umas mini viagens e agora estou a espera do novo semestre na faculdade, tentando aproveitar o fim do verão e tentando ficar aberta a todas as coisas que Montreal tem a me oferecer. Esse ano eu completo 30 anos e eu que sou uma pessoa que já pensa em demasia, estou pensando 3x mais… não paro de pensar um minuto querendo me descobrir, saber quem sou eu, como me tornar uma pessoa que eu mesma admire, como me dedicar a um hobby quando um dos meus “tormentos” é não ter hobby (o blog que o diga), como emagrecer depois de tantas tentativas frustradas, como planejar o futuro em relação a ter casa, não ter casa, ter filhos, não ter filhos, morar em Montreal, não morar em Montreal… Eu sou um poço de duvidas, enquanto o meu esposo esta mais para um poço de certezas. Eu queria muito ser como ele que tem vários interesses definidos. Eu não passo de teoria e indefinição. Que bom que tenho ele para ser minha balança ❤

Que me venha clareza de ideia com os 30 e nao apenas a crise dos 30, porque essa eu acho que ja vivo desde os 15…hihihihihihhihi. Tem umas coisas que eu planejo fazer post depois que é sobre a faculdade em si, sobre minhas primeiras férias no Brasil depois de praticamente 3 anos morando fora e também compartilhar algumas viagens que fiz por aqui pelo Canada e em Ny também. Mas são cenas para os próximos capítulos. Vamos ver…

Os números de 2015

Gente, 2015 era para eu ter postado horrores, mas nao rolou (hihihihihi). Mas ficaram aqui alguns registros de um excelente 2015. E que venha logo 2016.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 2.300 vezes em 2015. Se fosse um bonde, eram precisas 38 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

nova fase

udeminverno

Créditos da imagem, aqui!


Ainda não faz nem 2 meses que estou em Montreal, faltam alguns dias ainda, mas acho que já comecei a me sentir mais em casa. Ainda não tenho uma rotina definida pois estou aguardando as cenas dos próximos capítulos em relação a universidade. Falando em universidade, fui aceita em um programa da Udem e vou poder voltar a estudar agora em janeiro de 2016. Era uma coisa que eu queria muito e que ainda não tinha conseguido por conta do meu visto, pois inicialmente eu vim com visto de trabalho aberto e nesse cenário era inviável pagar uma faculdade, um curso técnico ou o que fosse.
Quando eu estava no Brasil eu havia criado toda uma timeline de acontecimentos na minha cabeça, porém na realidade as coisas acontecem de uma maneira diferente. Muitos imprevistos aparecem, mudar de visto é um processo que não depende apenas da gente e que consome mais tempo, mais dinheiro e mais energia do que se havia imaginado antes. Chegou um momento em que eu decidi abstrair. Ficar pensando nos meus estudos não estava me levando a lugar nenhum pois eu estava de mão atadas e aquilo só estava me consumindo por dentro. A sensação que eu tinha era que todo o meu esforço acadêmico tinha sido jogado no lixo para que eu pudesse viver a experiência de morar em outro país. E eu não posso mentir, isso rendeu muitas lágrimas no meio do caminho.
Como parte do plano de deixar o tempo passar e esperar as coisas se desenrolarem eu decidi começar a trabalhar. Depois de 8 meses morando no Québec e com um francês um pouco meia boca, diga-se de passagem, eu consegui um trabalho temporário como camareira em um hotel. Eu fazia o curso de francês durante a semana e trabalhava nos sábados e domingos. Não fiquei muito tempo lá pois eu não estava desenvolvendo em nada o idioma, uma vez que eu trabalhava sozinha fazendo serviços de limpeza, sem contato com nenhuma outra pessoa. Era apenas eu, o aspirador de pó e os produtos pra deixar os quartos limpinhos. O trabalho era bem pesado, o “camareiro chefe” (tenho certeza) passava nos quartos antes pegando as gorjetas que os clientes deixavam para as camareiras e eu sentia que eu estava trabalhando apenas pelo dinheiro, dinheiro esse que era importante, mas não tão importante quanto poder praticar a língua local.
Rodei Québec espalhando curriculos em todas as lojas possíveis e imagináveis. Antes de ir trabalhar no hotel eu já me encontrava na saga dos curriculos, mas nada aparecia. Até que eu consegui uma oportunidade em uma loja de roupas na qual trabalhei por 1 ano + ou -, e onde eu pude desenvolver bastante a fala e a escuta. Foi importante ter vivido essa experiência pois senti que meu francês deu um salto e eu conheci muitas meninas quebecoises (que trabalhavam comigo) e com isso tive oportunidade de aprender as gírias, as expressões, os costumes e o modo de pensar dos jovens daqui. Depois dessa oportunidade eu fui trabalhar em uma padaria artesanal. Na verdade eu ficava apenas na loja, trabalhava sozinha sem mais ninguém junto comigo. Eu organizava a loja, atendia os clientes, deixava tudo limpinho, fazia o caixa, trocava o dinheiro no banco, fazia abertura e fechamento de caixa entre outras funções. De todas as experiencias de trabalho que tive em Québec, essa foi a que mais gostei pois eu já estava com um nível bom de francês e o trabalho era mais tranquilo.
Agora estou em Montréal, momentaneamente sem trabalho, esperando minhas aulas iniciarem. Um frio na barriga enorme e aquelas perguntas que não saem da minha cabeça: será que eu vou dar conta? será que vai ser difícil encarar um curso universitário em outro idioma? será que vou conseguir me integrar academicamente falando com pessoas com costumes diferentes dos meus?
Cada vez que risco um dia do meu calendário mental e que vejo que o dia 5 de janeiro está se aproximando me dá um frio na barriga tão congelante quanto o frio que senti no meu primeiro ano novo em terras Canadenses.
Nossa, eu nunca imaginei na minha vida que um dia iria fazer faculdade no exterior e aqui estou eu. Claro que para isso acontecer eu tive que atrasar meus planos profissionais e minha independência financeira, mas a vida é assim e as oportunidades aparecem nem sempre no momento mais oportuno, porém quando aparecem é preciso saber como agarrar. Muitas vezes eu fico pensando “e se eu tivesse escolhido outro curso na faculdade?”, “e se nós tivéssemos tentado imigrar mais cedo?”, “e se eu tivesse ficado no Brasil e esperado eu me formar?”… e se? Eu sempre tive muitas perguntas na minha cabeça, sempre desenhei minha vida, mas minha vida em 85% dos casos apagou os meus rascunhos e criou outra coisa por cima. Estou agora tentando pensar que REALMENTE era pra ter sido assim e que é pra ser exatamente como esta sendo. Não consigo pensar assim sempre e acabo questionando a “força maior”, mas sei que se tivesse sido diferente eu não teria conhecido pessoas que foram importantes na minha historia, como meu amigos Celina Phaele e Samuel que fazem parte dos meus pensamentos ainda nos dias de hoje… como eu sinto saudades de encontrar com eles todos os dias na faculdade. Eu também não teria dividido risadas e planos na hora de comer pratinho na pracinha com a Sheyla e a Priscila. Não teria conhecido uma menina super novinha e doce como a Gisele (foi nessa época que me senti velha na faculdade), e nem tão pouco ter tido contato com professores tão bons e legais quanto o professor André, Marcos Vinícius e Jbelle. Algumas das pessoas que fizeram parte da minha vida anos atrás, na universidade, são pessoas que por incrível que pareça estão morando aqui no Canadá também, que são imigrantes como eu e que agora fazem parte da minha vida aqui, dividindo risadas em soirées, trocando presentes em natais e mensagens em grupos de whatsapp. Será que se eu tivesse ido por outro caminho a Élida, o Eder e o Icaro fariam parte da minha vida hoje? mesmo estando nós 4 aqui no Québec? Enfim, existem tantos nomes na minha história acadêmica. Nomes de pessoas, nomes de teorias físicas e títulos de relatórios. Eu TINHA que ter vivido isso, eu tinha que ter conhecido todas essas pessoas, por mais que muuuitas vezes eu pense que perdi tempo, perdi o caminho, tomei decisões erradas.

Então é isso, estou na contagem regressiva para o meu novo caminho nessa vida de imigrante. Vou voltar a estudar, graças a Deus, e espero que os frutos dos meus estudos sejam prósperos. Que eu consiga me sentir cada vez mais integrada na cultura canadense e quebecois e que eu dê conta do recado. Vou literalmente começar o ano de 2016 com vida nova, rotina nova e sonhos novos. Que venha então 2016!!! \(@ ̄∇ ̄@)/

No meio de tudo isso, queria agradecer ao meu esposo Wesley, que por mais dramática que eu seja, sempre esteve do meu lado e sempre enxugou as muitas lágrimas que eu derramei quando eu julguei que não ia mais conseguir, quando pensei em desistir, quando pensei que tinha ficado pra trás.
E queria agradecer também a minha mãe. Em muitas vezes nas quais eu virava madrugada estudando, passava fim de semana adentro com a cara nos livros, ela sempre ia deixar um lanchinho na minha mesa com um recadinho estimulante dizendo que eu ia conseguir e que teria sucesso. Eu sei que está demorando mãe, não foi bem como imaginamos que seria, mas a senhora ainda vai me ver formada… te amo muito :*

Casa nova: Montréal

Eu já disse varias vezes que imigrar é um lance doido. As pessoas que você conhece estão sempre de passagem. A gente está constantemente se entregando ao lugar, as pessoas, ao novo e isso faz com que a gente cria laços tão fortes que é até difícil explicar. Na verdade eu não vou falar “a gente”, vou falar “eu”, pois nesses dois anos de Canada EU criei vínculos fortíssimos com algumas pessoas e com alguns lugares e as vezes partir e quebrar esse no que me ata a alguma coisa ou alguém, parece ser mais difícil do que se possa imaginar.
Foram dois anos que passaram voando, dois anos nos quais eu cometi tantos erros, chorei litros, ri outros tantos. Me empolguei, desanimei, conheci, esqueci, me entreguei e ao mesmo tempo me escondi. Se me perguntassem se eu me arrependo de alguma coisa eu na verdade teria uma lista gigante de coisas a citar, pois eu sou dessas, um arrependimento atras do outro… mas se isso me diz algo é que eu continuo tentando.

Pois bem, no dia seguinte a data na qual completei 2 anos em Quebec se tornou oficial a minha mudança para Montreal. Na verdade eu ja sabia que ia mudar, mas ainda não tinha uma data especifica por conta de burocracias. O Wesley ja tinha ido (ou vindo) a praticamente 2 meses, mas eu continuei em Quebec. Eis que agora aqui em Montreal eu começo esse novo ciclo da mesma maneira que iniciei na antiga cidade: morando de coloc e muito provavelmente será pelo mesmo período de tempo. Deixei pra trás uma cidade linda, alguns amigos que eu quero poder guardar pra sempre, assim como momentos maravilhosos. Vim pra ca para poder voltar a faculdade. Depois de 2 anos dando um stop nos planos de praticamente uma vida toda, recebemos nosso RP e finalmente posso me inscrever em uma universidade e voltar a estudar. Mas porque Montreal? Bem, seria difícil o Wesley manter a casa sozinho com o salário de Quebec e eu apenas estudando sem trabalhar, então tivemos que vir pra cidade grande…rsrsrsrs. Estou considerando isso uma imigração dentro da imigração. Aqui é muito maior e bem mais diversificado culturalmente. Aqui a língua oficial também é o francês, mas o inglês esta em todo lugar. Aqui eu tenho uma nova chance de direcionar intensidade e sentimento em coisas que realmente valem a pena, afinal, aprendi um bocadinho do “ser imigrante” nesses 2 primeiros anos. Aqui eu Tenho a oportunidade de organizar minha cabeça, pois confesso que no ultimo ano eu perdi completamente o rumo das coisas. Vejo um caminho inteiro de possibilidades, mas resta a mim organizar os meus pensamentos para conseguir aproveitar melhor as coisas, cabe a mim deixar as minhas prioridades nada menos do que claras, para que eu não me perca e nem me engane no processo. Se tem uma coisa difícil de mudar, mesmo depois de mudar de cidade, mudar de país e depois mudar de cidade dentro de um novo país (se perdeu? rsrsrs) é mudar todos os meus medos e inseguranças. Ao mesmo tempo em que eu posso citar 10 aspectos meus que se transformaram, eu posso citar 20 que continuam os mesmos.

Bem, fazem 25 dias que cheguei em Montreal. Por enquanto ainda estou me acostumando com a cidade, sem uma rotina muito definida. A maioria dos dias foi so andando por ai para conhecer a cidade e resolver burocracias referentes aos estudos. Até agora tenho achado bem diferente de Quebec, mas estou levando de boa. Ja até andei tirando umas fotinhas das minhas andanças.

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Enfim, desejo para mim o NOVO. E que venha mais desafios, para que eu possa superar.

Funko Pop. #euquero!

Existe mais “♥” do que fazer uma coleçao de qualquer coisa que voce gosta muito?
Eis que a do momento sao os bonequinhos da Funko Pop. Ja ate comprei duas prateleiras e instalei para ser a casa dos meus bonequinhos.
Essa vai ser a primeira vez que coleciono alguma coisa desde 1998 – 2000, quando eu comprava revistas e revistas dos BSB e sonhava com o Nick noite e dia (´∀`)♡

Essa é a minha pequena lista dos desejados. Vem comigo!!!

♥ Pop Disney:

Evil Queen (42)
Anna – Frozen (81)
Elsa – Frozen (82)
Maleficent (77)
Carl – Up (59)

♥ Pop Heroes:

Batman (19)

♥ Pop Marvel:

Baby Groot (65)
Wolverine (05)

♥ Pop Movies:

Freddy Krueger (02) – Para o marido
Chucky (56) – Para o marido
Edward maos de tesoura (17)
Saw (52) – Para o marido
Hannibal Lecter (25)

♥ Pop Television:

Amy Farrah Fowler (42)
Sheldon (11)
Daenerys Targaryen (03)
Jon Snow (07)
Tyrion Lannister (21)
Will Graham (149)
Hannibal Lecter (146)
Carol (156)
Hershel (153)
Prison Yard Zombie (68)

Correio amigo

Esse fim de semana muitas belezuras vindas direto do Brasil chegaram as minhas mãos. Merci amiga Eline, que reservou um pedaço carinhoso na mala dela e trouxe umas encomendinhas amigas pra mim.
Não é segredo que quem mora fora sofre um pouquinho com saudades de alguns produtos brazucas. Em Montréal ainda conseguimos encontrar algumas coisas, mas aqui em Québec isso é muito difícil. O que não tem vamos substituindo ou adaptando da maneira que conseguimos, mas sempre que alguém pode trazer alguma coisa, eu aproveito.

Bem, vamos aos meus desejos atendidos pelo correio amigo:

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A Cicília leu aqui no blog que eu estava desejando chocolates da Cacau Show e mandou alguns para mim. Nhaaaaami!!!

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E o tempero da comidinha brasileira?? Eu ainda nao encontrei aqui nenhum tempero tão gostoso como esses da Knor e da Sazon. Gente, o que é um feijãozinho temperado com essas belezuras? somente me dei conta do quão bom é depois de ter passado mais de um ano sem comer feijão temperado especificamente com Sazon.
Enquanto a galera do Brasil morre de desejos pelos temperos Mr Dash, o que eu não daria para ter o tempero do “AMOR” sempre em casa.

Para quem estiver “preocupada” com o tanto de SAL que eu como por conta dos temperinhos que eu faço uso uma vez perdida, seja um DOCE de pessoa e não deixe comentários AZEDOS. Antes de comentar, respira fundo, pense se é mesmo necessário, conte até 3 e clique no X vermelho logo acima. Você não precisa deixar um comentário AMARGO. Cada um sabe da própria vida 🙂

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Eu não sinto taaaaanta falta assim dos produtos “Moça” da Nestlé, mas como eu ia aproveitar a carona, porque não? Agora vou esperar uma ocasião bem especial para fazer um delicioso bolo com cobertura de chocolate e relembrar a minha infância.

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Esmalte é sempre bom, né? Os daqui ou são ruins e baratos, ou são bons e caros, muito caros. Acho interessante o valor do dinheiro aqui. Mesmo o salário mínimo sendo maior, termos acesso a outras coisas que no Brasil são considerada caríssimas, algumas coisas aqui também são meio ostentação para quem vive de salário mínimo. Por exemplo: Esmaltes O.P.I, maquiagens da MAC, Sephora, etc, etc, etc. Não são produtos que eu posso me dar ao luxo de ficar comprando e de enfiar no meu orçamento sem dar uma boa pensada. ALGUMAS coisas que eu desejava no Brasil e que eram um pouco inalcançáveis, continuam sendo inalcançáveis aqui… ainda mais quando eu para para pensar o que eu compraria de mais importante com esse dinheiro, entende?

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Esse eu queria apenas testar para ver se é esse milagre todo que todas falam. Ou seja, foi capricho!!! heheheheh

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E as Havaianas tem que ter. Depois de 6 meses usando botas TODOS OS DIAS (!!!!!!) o que eu mais quero é que chegue logo o verão para eu poder desfilar os meus pezinhos nus pelos parques lindos daqui. E nada mais apropriado que esse par fofo de havaianas. Me diz o que são esses gatinhos???
(ノ´ヮ´)ノ*:・゚✧