1ano de Québec

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Completamos nessa sexta, dia 26 de setembro, um ano de Québec. O que dizer desse primeiro ano que eu já não disse na maioria dos outros posts desse blog? Acho que nem tem o que dizer.
A experiência de morar em ouro país é algo que transforma a gente, das mais diversas maneiras que possamos imaginar. Ao contrário do que muita gente pensa, vir morar fora me abriu os olhos também para o quanto o Brasil tem qualidades que só exergamos quando estamos longe… e sim, eu não faço parte do grupo de imigrantes que sai do Brasil e espalha aos 7 ventos o “quão porcaria” o nosso país é… Mas não vou mentir que amo morar fora, que amo conhecer uma nova cultra, conhecer pessoas que na minha vida e rotina no Brasil eu jamais teria oportunidade de conhecer. Amo conhecer novos lugares e amo a cansativa intensidade de tudo o que é isso aqui.
Em muitos aspectos o primeiro ano foi fácil, mas em muitos foi difícil também. Já escrevi aqui que me magoei com pessoas por criar expectativas demais e certamente já magoei pessoas também e para mim essa relação é algo que tira as minhas energias completamente. Eu não tenho estrutura emocional para lidar com certas coisas.
Morar longe da minha mãe também é um desafio, não poder voltar a estudar na minha área logo de cara me machuca bastante pois o tempo passa e meu sentimento de que vou ficando para trás só aumenta. Viver sobre as regras do “visto de trabalho” por alguns ângulos é difícil, conseguir voltar ao mercado de trabalho é uma jornada praticamente sem fim, ver muitos amigos que você fez voltando para o Brasil ou indo para outro lugar do mundo também é de partir o coração…. porém, como diz minha amiga Vânia, “cada escolha, uma renúncia” e estou aprendendo a conviver com todas elas.
Sobre o francês um ano depois o que posso dizer é que não estou como eu imaginava que eu estaria. Consigo entender bem, mas falar ainda é uma grande dificuldade. Me comunico para coisas do dia a dia, mas não tenho francês o suficiente para “ser amigo de um nativo”, manter uma conversa clara e objetiva ou algo do tipo. Enfim, mas isso é muito pessoal…cada um tem um desenvolvimento diferente.
Sobre a faculdade eu ainda não voltei, mas espero conseguir voltar o tão logo possível. Agora que completamos um ano vamos poder dar entrada no visto de residente permanente pelo PEQ e eu espero que as coisas caminhem mais rápido.

Enfim, eu amo o fato de que sempre o nosso aniversário de chegada no Canadá vai ser no outono que é uma estação incrivelmente linda. Nós não fizemos nada de realmente especial para comemorar essa data, mas no nosso coração a festa foi grande.

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