Fui pro Brasil: São Luiz do Maranhão, Barreirinhas e Lençóis Maranhenses

No nosso primeiro ano de Canada conhecemos uma brasileira, minha chara, que foi morar em Ville de Quebec por um ano, enquanto o marido fazia pós doutorado. Nos duas estudamos juntas no curso de francês e com o tempo ficamos amigas. Quando terminou a pós do esposo da Rachel, eles voltaram para o São Luiz do Maranhão (que é a cidade natal deles) e nos deixaram o convite de ir visita-los, caso fôssemos ao Brasil de férias.
Como disse em um dos posts anteriores, ir para o Brasil não era nossa primeira opção, porém como era necessário, decidimos pelo menos fazer uns passeios que nunca tínhamos tido a oportunidade de fazer e dar uma de turista. Como convite feito (as vezes) é convite aceito, entrei logo em contato com a Rachel para INFORMAR (uahsuahsuahsuas) que estaríamos indo para a casa dela no mês de maio.
Olha, do dia que falei com a Rachel ao dia em que efetivamente compramos as passagens, foi um “vou, não vou” infinito. Eu fui para passar 1 mês no Brasil, porém o Wesley foi para passar 2 semanas. Nos queríamos ir pro Maranhão para conhecer os lençóis, mas o Wesley também queria ir para Jeri, pois ele morou 15 anos no Ceara e nunca havia pisado lá. Fora isso ele ainda tinha que passar um tempo com a família dele em Fortaleza, com isso foram muitos cálculos de dias, tempos, vai pra onde, fica aonde, vai quando, volta quando.
O tempo do Wes em terras tupiniquins seria uma correria só. Inicialmente decidimos ir tanto para São Luiz quanto para Jeri, porém as datas de vôos baratos se chocavam com a disponibilidade de pousada baratinha em Jeri. Depois decidimos ir somente pro Maranhão e ficaríamos lá 6 dias. Depois mudamos de idéia e decidimos não ir mais pra São Luiz e ficar apenas no Ceara mesmo, acabou que voltamos para a idéia de ir apenas para a casa da Rachel e compramos logo as passagens, pois o preço já estava aumentando e batemos o martelo para uma semana em terras maranhenses. Depois de uma ou duas semanas onde já estava tudo ok, passagens compradas e datas informadas pros anfitriões, eu consegui uma pousada baratinha em Jeri e que se encaixava de uma forma legal na agenda corrida do Wesley e no nosso bolso, desde que antecipássemos nossa volta de São Luiz pra Fortal. Assim fizemos com isso terminou a saga do “vai, não vai”.

Então, o que eram para ser 6 dias na casa da Raquel, se transformaram em 3 dias e meio. Chegamos em uma quinta-feira no meio da tarde e voltamos para Fortaleza domingo de noite. No dia da nossa chegada, não deu tempo de fazer muita coisa, apenas fomos conhecer e almoçar em um shops de lá e depois seguimos para a casa dos anfitriões para deixar as malas. De lá nos partimos para dar uma volta pela orla da cidade, conhecemos alguns pontos turísticos que infelizmente não lembro o nome pois foi bem corrido e depois fomos jantar em uma churrascaria. Nesse dia não teve nenhuma foto de paisagem legal, pois já estava de noite quando fizemos a maioria dos passeios.

No dia seguinte o roteiro foi ir conhecer o centro histórico do Maranhão, ou seja, bater muita perna. Não deu tempo de conhecer tudo, mas acredito que fomos nos locais mais importantes. A Rachel e o esposo foram excelentes guias e venderem a cidade deles com todo o carinho do mundo. Eu achei São Luiz parecido e ao mesmo tempo diferente do Ceara, mas tendendo mais pra diferente, pois muitas vezes nem cara de Nordeste tinha, a começar pela vista do avião, onde já dava pra ver muitos rios cortando tudo e uma vegetação bem diferente da que eu estava acostumada. O centro histórico é outra coisa que não temos em Fortaleza, pelo menos não como é em São Luiz. Todos os lados que a gente olhava dava para perceber que aquele local tinha muita história e eu adorei pois finalmente entendi de onde vem a expressão “Nem eira nem beira” que eu sempre usava, mas não sabia o real significado.

Para quem não sabe, essa expressão significa não possuir coisa alguma e ser extremamente pobre. A eira e a beira era um negócio dos telhados das casas que não vou saber explicar aqui direito, mas pelo que eu entendi, se antigamente o telhado de uma pessoa tivesse uma eira, essa pessoa não era pobre… se tivesse eira e beira essa pessoa já era bem de vida… se tivesse eira, beira e tribeira essa pessoa era o riquíssima. E pra completar se a pessoa tivesse tudo isso no seu telhado e ainda tivesse a fachada da casa coberta por azulejos, a pessoa era o Mark Zuckerberg da cidade. Se fulano não tem nem eira nem beira, então não nada. É em desbundado.

Nesse dia almoçamos na escola de culinária do Senac e o tema era frutos do mar. MEOOOO DEOOOOS DO CEEEEEO… quanta comida maravilhosa eu comi. Da vontade de chorar quando lembro que tão cedo não vou comer nada igual o(╥﹏╥)o.

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No dia seguinte acordamos cedo para pegar 5 horas de estrada rumo a Barreirinhas. É dessa cidade que sai o famoso pau de arara em direção aos Lençóis Maranhenses. Assim que chegamos fomos logo correr em busca de uma pousada, depois almoçar rapi10 e seguimos rumo ao paraíso. De Barreirinhas até o destino final são mais ou menos 1 hora. Parte do trajeto é em um pau de arara, parte em uma balsa e parte em um pau de arara novamente. Chegando lá foi uma correria de sobe duna, desce duna, nada nos lagos. O lugar é INCRÍVEL!!!!! Acho que um dos locais mais lindos que já vi na vida. As fotos não mostram o quão bonito é, serio. Esse passeio valeu toda a viagem, pena que é um passeio super corrido e a pessoa tem que estar um pouco em forma, pois é bem cansativo também.
De noite, ja em Barreirinhas novamente, fomos comer pizza. Mais uma vez sou só elogios, porém não posso indicar o nome do restaurante pois não lembro. Acho que comi a melhor pizza da viagem ao Brasil nesse local.
O último dia, que foi um domingo, foi só correria. Pegamos estrada novamente em direção a São Luiz, quando chegamos nos almoçamos em um self-service dentro do supermercado Matheus (delicia também), fomos para casa dar uma descansada e de noite pegamos o avião de volta para Fortal City, pois no dia seguinte de manha já seguiríamos rumo ao paraíso numero 2, Jeri.

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Saldo da viagem:
1.Foi ótimo encontrar a Rachel e o Fernando. É bom saber que temos amigos que nos recebem tão bem. Muito obrigada mais uma vez pelo carinho e cuidado meus queridos.
2. O Brasil é muito maior e muito mais bonito do que a gente possa imaginar. Os lençóis são algo incrível de se ver. A natureza é bela e perfeita. Faltam palavras pra descrever a magia daquele lugar.
3. A culinária do Brasil também é imbatível.

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