Fui pro Brasil: Ida e Chegada

Esse ano, depois de praticamente 2,5 anos fora, fui ao Brasil para ver a família e amigos. Eu consegui pegar uma passagem relativamente barata saindo de Montréal, fazendo escala em Miami e indo direto para fortaleza… uhuuuul. Não precisei passar por São Paulo como normalmente as pessoas que vão para o nordeste precisam fazer. Eu fui de surpresa, não contei para minha família pois eu queria ir como presente de dia das mães para a minha mãe, uma vez que cheguei em uma terça e o dia das mães foi no domingo. Apenas alguns amigos sabiam que eu estaria indo para o Brasil ヽ(^。^)丿.
Falando da viagem em si: foi super rápida. Fui de American Airlines de Montréal até Miami. Achei o avião super pequeno e desconfortável. Eu não sou uma pessoa grande, mesmo assim consegui ficar apertada nas poltronas. Esse trecho era mais rápido, se não me engano foram de 3 a 4 horas de voo e não dava direito a comida de verdade, apenas uma coisinha para beliscar. Chegando no aeroporto de Miami foi uma correria, pois eu queria ir logo ficar próximo ao meu portão de embarque, uma vez que eu estava sozinha, não falava inglês e o aeroporto era gigante. O maior aeroporto que já estive na vida (como se eu já tivesse andado em muitos). Enfim, eu desci em um portão e eu precisava estar do outro lado do aeroporto. Acho que de caminhada até onde eu precisava estar eu gastei uns 30 minutos, sem brincadeira. Ainda bem que eu não precisei pegar as malas, foi tudo direto. Eu não precisei passar pela imigração americana propriamente dita em Miami, pois isso aconteceu no aeroporto de Montréal antes de embarcar, mas obviamente precisei passar a mala de mão pelo detector de raio-x e aquelas outras burocracias antes de um embarque.
Depois de tudo isso resolvido, eu podia ir procurar um local para comer, mas como o “desespero” em chegar logo onde eu deveria estar era grande demais, acabei dando um pequeno vacilo e não comi onde tinha mais opções. Depois que eu entrei para o saguão de embarque só tinha um Mc Donalds e algumas outras poucas opções que, ou estavam fechando pois já era tarde (umas 21:00 e o voo saia umas 24:00), ou eu não gostava muito. No fim das contas restou pro Mc quebra galho e depois fiquei perambulando pelo imenso saguão, tentando conectar a internet (só temos direito a 30 min de net nesse aeroporto), olhando algumas vitrines de free shop ou simplesmente praticando o nadismo.
Finalmente deu a hora de embarque, dessa vez o avião foi da TAM/Latam. Achei o avião melhor. A poltrona era maior, tinha mais espaço para os pés, se bem me lembro não sentou ninguém na poltrona exatamente ao meu lado, então pude me movimentar mais. A tv da poltrona tinha muitas opções de coisas para assistir e como o voo era mais longo, foi servido duas refeições: uma janta e um café da manha e os dois bem gostosinhos.
Chegando em Fortaleza foi bem rápido na imigração. Não precisei abrir mala nem nada. Minha amiga incrível Carol foi me buscar no aeroporto e me deixar na casa dos meus pais. A diferença de clima eu obviamente senti na hora, um clima mais abafado e bem mais calor do que o que estava fazendo na mesma época em Montréal. Eu estava meio eufórica, porem de uma maneira que me travou totalmente. Ao mesmo tempo que eu achava tudo diferente do que eu estou acostumada hoje em dia, achava tudo igual a quando eu fui embora. No caminho até meus pais foi engraçado e estranho reconhecer alguns pontos que antes faziam parte do meu dia a dia. Acho que o primeiro impacto mesmo foi de não reconhecer aquele local, aquela cidade como minha casa, sabe?
Chegando na minha mamis, de surpresa, foi uma outra sensação estranha. A primeira pessoa que vi foi o meu pai, que inicialmente demorou a me reconhecer (parece até que passei uns 10 anos fora). Depois vi a minha linda e maravilhosa rainha que ficou com o olho cheio de água e mal conseguiu se levantar da cadeira (não apenas de emoção, mas porque ela estava com a maldita da chicungunha). Foi a melhor parte da minha chegada, dar um abraço na minha mãe depois de tanto tempo.

Depois volto aqui para falar dos outros pontos interessantes dessa viagem ao Brasil, se eu for falar tudo, vai ficar um post muito grande, afinal eu passei um mês em terras tupiniquins.

Esse post não vai ter fotos, pois perdi as fotos do primeiro dia de Brasil.
Shame on me (#/。\#).

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Créditos da imagem, aqui!


Ainda não faz nem 2 meses que estou em Montreal, faltam alguns dias ainda, mas acho que já comecei a me sentir mais em casa. Ainda não tenho uma rotina definida pois estou aguardando as cenas dos próximos capítulos em relação a universidade. Falando em universidade, fui aceita em um programa da Udem e vou poder voltar a estudar agora em janeiro de 2016. Era uma coisa que eu queria muito e que ainda não tinha conseguido por conta do meu visto, pois inicialmente eu vim com visto de trabalho aberto e nesse cenário era inviável pagar uma faculdade, um curso técnico ou o que fosse.
Quando eu estava no Brasil eu havia criado toda uma timeline de acontecimentos na minha cabeça, porém na realidade as coisas acontecem de uma maneira diferente. Muitos imprevistos aparecem, mudar de visto é um processo que não depende apenas da gente e que consome mais tempo, mais dinheiro e mais energia do que se havia imaginado antes. Chegou um momento em que eu decidi abstrair. Ficar pensando nos meus estudos não estava me levando a lugar nenhum pois eu estava de mão atadas e aquilo só estava me consumindo por dentro. A sensação que eu tinha era que todo o meu esforço acadêmico tinha sido jogado no lixo para que eu pudesse viver a experiência de morar em outro país. E eu não posso mentir, isso rendeu muitas lágrimas no meio do caminho.
Como parte do plano de deixar o tempo passar e esperar as coisas se desenrolarem eu decidi começar a trabalhar. Depois de 8 meses morando no Québec e com um francês um pouco meia boca, diga-se de passagem, eu consegui um trabalho temporário como camareira em um hotel. Eu fazia o curso de francês durante a semana e trabalhava nos sábados e domingos. Não fiquei muito tempo lá pois eu não estava desenvolvendo em nada o idioma, uma vez que eu trabalhava sozinha fazendo serviços de limpeza, sem contato com nenhuma outra pessoa. Era apenas eu, o aspirador de pó e os produtos pra deixar os quartos limpinhos. O trabalho era bem pesado, o “camareiro chefe” (tenho certeza) passava nos quartos antes pegando as gorjetas que os clientes deixavam para as camareiras e eu sentia que eu estava trabalhando apenas pelo dinheiro, dinheiro esse que era importante, mas não tão importante quanto poder praticar a língua local.
Rodei Québec espalhando curriculos em todas as lojas possíveis e imagináveis. Antes de ir trabalhar no hotel eu já me encontrava na saga dos curriculos, mas nada aparecia. Até que eu consegui uma oportunidade em uma loja de roupas na qual trabalhei por 1 ano + ou -, e onde eu pude desenvolver bastante a fala e a escuta. Foi importante ter vivido essa experiência pois senti que meu francês deu um salto e eu conheci muitas meninas quebecoises (que trabalhavam comigo) e com isso tive oportunidade de aprender as gírias, as expressões, os costumes e o modo de pensar dos jovens daqui. Depois dessa oportunidade eu fui trabalhar em uma padaria artesanal. Na verdade eu ficava apenas na loja, trabalhava sozinha sem mais ninguém junto comigo. Eu organizava a loja, atendia os clientes, deixava tudo limpinho, fazia o caixa, trocava o dinheiro no banco, fazia abertura e fechamento de caixa entre outras funções. De todas as experiencias de trabalho que tive em Québec, essa foi a que mais gostei pois eu já estava com um nível bom de francês e o trabalho era mais tranquilo.
Agora estou em Montréal, momentaneamente sem trabalho, esperando minhas aulas iniciarem. Um frio na barriga enorme e aquelas perguntas que não saem da minha cabeça: será que eu vou dar conta? será que vai ser difícil encarar um curso universitário em outro idioma? será que vou conseguir me integrar academicamente falando com pessoas com costumes diferentes dos meus?
Cada vez que risco um dia do meu calendário mental e que vejo que o dia 5 de janeiro está se aproximando me dá um frio na barriga tão congelante quanto o frio que senti no meu primeiro ano novo em terras Canadenses.
Nossa, eu nunca imaginei na minha vida que um dia iria fazer faculdade no exterior e aqui estou eu. Claro que para isso acontecer eu tive que atrasar meus planos profissionais e minha independência financeira, mas a vida é assim e as oportunidades aparecem nem sempre no momento mais oportuno, porém quando aparecem é preciso saber como agarrar. Muitas vezes eu fico pensando “e se eu tivesse escolhido outro curso na faculdade?”, “e se nós tivéssemos tentado imigrar mais cedo?”, “e se eu tivesse ficado no Brasil e esperado eu me formar?”… e se? Eu sempre tive muitas perguntas na minha cabeça, sempre desenhei minha vida, mas minha vida em 85% dos casos apagou os meus rascunhos e criou outra coisa por cima. Estou agora tentando pensar que REALMENTE era pra ter sido assim e que é pra ser exatamente como esta sendo. Não consigo pensar assim sempre e acabo questionando a “força maior”, mas sei que se tivesse sido diferente eu não teria conhecido pessoas que foram importantes na minha historia, como meu amigos Celina Phaele e Samuel que fazem parte dos meus pensamentos ainda nos dias de hoje… como eu sinto saudades de encontrar com eles todos os dias na faculdade. Eu também não teria dividido risadas e planos na hora de comer pratinho na pracinha com a Sheyla e a Priscila. Não teria conhecido uma menina super novinha e doce como a Gisele (foi nessa época que me senti velha na faculdade), e nem tão pouco ter tido contato com professores tão bons e legais quanto o professor André, Marcos Vinícius e Jbelle. Algumas das pessoas que fizeram parte da minha vida anos atrás, na universidade, são pessoas que por incrível que pareça estão morando aqui no Canadá também, que são imigrantes como eu e que agora fazem parte da minha vida aqui, dividindo risadas em soirées, trocando presentes em natais e mensagens em grupos de whatsapp. Será que se eu tivesse ido por outro caminho a Élida, o Eder e o Icaro fariam parte da minha vida hoje? mesmo estando nós 4 aqui no Québec? Enfim, existem tantos nomes na minha história acadêmica. Nomes de pessoas, nomes de teorias físicas e títulos de relatórios. Eu TINHA que ter vivido isso, eu tinha que ter conhecido todas essas pessoas, por mais que muuuitas vezes eu pense que perdi tempo, perdi o caminho, tomei decisões erradas.

Então é isso, estou na contagem regressiva para o meu novo caminho nessa vida de imigrante. Vou voltar a estudar, graças a Deus, e espero que os frutos dos meus estudos sejam prósperos. Que eu consiga me sentir cada vez mais integrada na cultura canadense e quebecois e que eu dê conta do recado. Vou literalmente começar o ano de 2016 com vida nova, rotina nova e sonhos novos. Que venha então 2016!!! \(@ ̄∇ ̄@)/

No meio de tudo isso, queria agradecer ao meu esposo Wesley, que por mais dramática que eu seja, sempre esteve do meu lado e sempre enxugou as muitas lágrimas que eu derramei quando eu julguei que não ia mais conseguir, quando pensei em desistir, quando pensei que tinha ficado pra trás.
E queria agradecer também a minha mãe. Em muitas vezes nas quais eu virava madrugada estudando, passava fim de semana adentro com a cara nos livros, ela sempre ia deixar um lanchinho na minha mesa com um recadinho estimulante dizendo que eu ia conseguir e que teria sucesso. Eu sei que está demorando mãe, não foi bem como imaginamos que seria, mas a senhora ainda vai me ver formada… te amo muito :*

Casa nova: Montréal

Eu já disse varias vezes que imigrar é um lance doido. As pessoas que você conhece estão sempre de passagem. A gente está constantemente se entregando ao lugar, as pessoas, ao novo e isso faz com que a gente cria laços tão fortes que é até difícil explicar. Na verdade eu não vou falar “a gente”, vou falar “eu”, pois nesses dois anos de Canada EU criei vínculos fortíssimos com algumas pessoas e com alguns lugares e as vezes partir e quebrar esse no que me ata a alguma coisa ou alguém, parece ser mais difícil do que se possa imaginar.
Foram dois anos que passaram voando, dois anos nos quais eu cometi tantos erros, chorei litros, ri outros tantos. Me empolguei, desanimei, conheci, esqueci, me entreguei e ao mesmo tempo me escondi. Se me perguntassem se eu me arrependo de alguma coisa eu na verdade teria uma lista gigante de coisas a citar, pois eu sou dessas, um arrependimento atras do outro… mas se isso me diz algo é que eu continuo tentando.

Pois bem, no dia seguinte a data na qual completei 2 anos em Quebec se tornou oficial a minha mudança para Montreal. Na verdade eu ja sabia que ia mudar, mas ainda não tinha uma data especifica por conta de burocracias. O Wesley ja tinha ido (ou vindo) a praticamente 2 meses, mas eu continuei em Quebec. Eis que agora aqui em Montreal eu começo esse novo ciclo da mesma maneira que iniciei na antiga cidade: morando de coloc e muito provavelmente será pelo mesmo período de tempo. Deixei pra trás uma cidade linda, alguns amigos que eu quero poder guardar pra sempre, assim como momentos maravilhosos. Vim pra ca para poder voltar a faculdade. Depois de 2 anos dando um stop nos planos de praticamente uma vida toda, recebemos nosso RP e finalmente posso me inscrever em uma universidade e voltar a estudar. Mas porque Montreal? Bem, seria difícil o Wesley manter a casa sozinho com o salário de Quebec e eu apenas estudando sem trabalhar, então tivemos que vir pra cidade grande…rsrsrsrs. Estou considerando isso uma imigração dentro da imigração. Aqui é muito maior e bem mais diversificado culturalmente. Aqui a língua oficial também é o francês, mas o inglês esta em todo lugar. Aqui eu tenho uma nova chance de direcionar intensidade e sentimento em coisas que realmente valem a pena, afinal, aprendi um bocadinho do “ser imigrante” nesses 2 primeiros anos. Aqui eu Tenho a oportunidade de organizar minha cabeça, pois confesso que no ultimo ano eu perdi completamente o rumo das coisas. Vejo um caminho inteiro de possibilidades, mas resta a mim organizar os meus pensamentos para conseguir aproveitar melhor as coisas, cabe a mim deixar as minhas prioridades nada menos do que claras, para que eu não me perca e nem me engane no processo. Se tem uma coisa difícil de mudar, mesmo depois de mudar de cidade, mudar de país e depois mudar de cidade dentro de um novo país (se perdeu? rsrsrs) é mudar todos os meus medos e inseguranças. Ao mesmo tempo em que eu posso citar 10 aspectos meus que se transformaram, eu posso citar 20 que continuam os mesmos.

Bem, fazem 25 dias que cheguei em Montreal. Por enquanto ainda estou me acostumando com a cidade, sem uma rotina muito definida. A maioria dos dias foi so andando por ai para conhecer a cidade e resolver burocracias referentes aos estudos. Até agora tenho achado bem diferente de Quebec, mas estou levando de boa. Ja até andei tirando umas fotinhas das minhas andanças.

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Enfim, desejo para mim o NOVO. E que venha mais desafios, para que eu possa superar.

Sentimentos aleatórios

Eis que 2014 passou e foi um ano tao intenso e tão bagunçado que em muitos momentos sinto que me perdi. Fiquei bestificada com tudo o que estava acontecendo que isso influenciou em outros campos da minha vida. Por exemplo, quando eu falo de mim, Raquel pessoa e não Raquel imigrante eu posso dizer com absoluta certeza que eu me esqueci, me deixei de lado, me deixei de fora da minha própria vida. Não fiz coisas por mim, não segui projetos, não me cuidei, não procurei aprender novas coisas e não fiz coisas que eu gostava e que não envolviam propriamente toda a frenesi do “primeiro ano de imigração” (tirando assistir séries, pois esse sempre foi o meu refugio para qualquer estado de humor, digamos assim).
Eis que o primeiro ano passou e mais do que nunca estou tentando achar um equilíbrio para mim. Quero voltar a escrever sempre no blog, quero sair mais pela cidade, quero fazer coisas que agreguem algo e não simplesmente ver a vida passando. Não estou planejando escrever um livro, não estou planejando virar artista plástica e nem nada fora das minhas limitações… simplesmente quero fazer coisas, preencher meu dia de momentos que me façam bem e que me ajudem a melhorar como pessoa.

Durante a passagem do ano o que eu mais pensava é: evite fazer metas para não gerar frustrações mais na frente. Pessimista que eu sou, sempre acho que não vou conseguir nada do que eu planejo. Mas todo dia mentalmente, mesmo sem querer, eu acabo traçando coisas que eu gostaria de fazer… e nossa, eu gostaria de fazer tantas coisas que nem ouso escrever. Sonho tanto… sonho acordada a ponto de me causar insônia. Antes de dormir a cabeça pira e eu crio todo um filme para a minha vida, com direito a personagens, figurinos e falas. Com direito a enredo, momentos tristes e felizes, crio cenas de superação e etc. Eu gosto da minha vida, amo onde estou, o que estou aprendendo, com quem estou dividindo meus momentos. Até os dramas eu sei valorizar pois me fazem aprender muuuita coisa, mas sonhar é algo que me define…rsrsrs. As vezes tenho raiva pois quero desesperadamente dormir e não consigo parar de pensar… Mas enfim, aprendi com a Xuxa que “Sonhos Sempre Vem Pra Quem Sonhar” rsrsrsrs.

Esses dias eu decidi sair da bolha das séries e voltar a explorar a blogosfera. Encontrei tanta coisa linda e que me deu um fôlego massa. Li blogs de meninas que eu acompanhava a 5, 6 anos atras e ver como estão as coisas para cada uma delas hoje em dia foi algo muito interessante. Quem é adepto a leitura de blogs pessoais sabe do que eu estou falando.
Conheci blogs novos também e me aprofundei em leituras de experiências pessoais, tentei interagir (coisa que não sei fazer com facilidade), me fiz de leitora ouvinte e fiquei feliz. É incrível como a felicidade realmente esta em pequenas coisas. As vezes você nem espera e simplesmente se vê feliz simplesmente em ler.

Falando em felicidade, hoje eu estava explorando o computador e me deparei com fotos do outono passado (estação mais linda da vida) e me senti super privilegiada por poder ver ao vivo e a cores cenários tão bonitos como esses.

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Para quem gosta de video, eu tenho uma amiga que fez uma série linda no youtube acompanhando momentos das quatro estaçoes do ano aqui em Quebec. Hoje eu vou colocar aqui um video do outono, olha so:

E o post termina sem eu terminar minhas idéias. Sempre tenho essa sensação doida de que não escrevo nada com nada.

Primeiro prêmio/Premier prix

Consegui. Perdi meu primeiro quilo. Normalmente o primeiro quilo é muito mais fácil de perder, mas dessa vez foi difícil em todos os sentidos e eu espero que isso me ajude a não desistir tão facilmente.
J’ai réussi. J’ai perdu mon premier kilo. Normalement le premier kilo c’est le plus facile à perdre, mais cette fois-ci c’était plus difficile ans tous les sens et j’espère que cela m’aide à ne pas désister facilement.Como eu havia me prometido, cada quilo é uma vitória e um presente e com isso eu já conquistei o desejo número um da lista: Dois bonecos estilo toyart da Funko Pop, que é uma linha de bonecos colecionáveis com uma grande variedade de personagens de filmes, séries, games e etc… Estou aqui iniciando o meu emagrecimento e a minha falência simultaneamente, pois para vocês terem uma idéia, já comprei duas prateleiras para colocar minha futura coleção.
Comme je m’étais promise, chaque kilo c’est une victoire et un cadeau à moi même et comme ça j’ai déjà conquis le premier prix de ma liste: Deux poupées toy art de l’entreprise Funko Pop, qui fabrique une ligne de poupées de collection avec une grosse variété de personnages de films, séries télé, jeux vidéo et plus. Je commence ma perte de poids et ma faillite de façon simultanée, une fois que j’ai déjà acheté deux rangements pour mettre ma future collection.E para se juntar aos bonequinhos do The Walking Dead que eu já tenho, comprei a Evil Queen e a Khaleesi, de GOT. Amei demais!!
Et pour accompagner mes poupées de l’émission The Walking Dead, j’ai acheté la Evil Queen e la Khaleesi, de GOT. J’ai bien aimé!!!

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Tomei a decisão de somente comprar o meu prêmio quando eu perder o quilo seguinte. Assim fica melhor para controlar os gastos e eu não me sabotar com facilidade.
No link S.D.R logo acima, eu vou atualizar sempre com a foto do prêmio e o dia que eu atingi a meta. Para acompanhar quilo por quilo e prêmio por prêmio é so clicar lá.
J’ai pris la décision de seulement acheter mon cadeau quand je perdre le kilo suivant. De cette manière c’est mieux de contrôler le gaspillage et plus difficile pour moi de me saboter.
Je vais mettre à jour la page S.D.R. avec une photo du cadeau et avec l’information de la journée où j’ai atteint l’objectif. Pour m’accompagner kilo par kilo et cadeau par cadeau c’est juste cliquer sur le bouton S.D.R en dessus.

Vou tentar escrever meus textos em francês e em portugues para praticar. Eu quero escrever sempre em francês pois eu acho que isso vai me ajudar a aprender mais. Observação: eu estou aprendendo, então é verdade que cometerei muitos erros.

Je vais essayer d’écrire mes textes en français et en portugais pour les pratiquer. Je veux écrire toujours en français car je crois que ça va m’aider à apprendre plus. Note: J’apprends, donc c’est vrai que je ferai beaucoup d’erreurs.

Sistema de prêmios para perder as gordurinhas

Estou completamente fatigada de engordar…emagrecer…engordar…emagrecer. Porém nos últimos tempos o processo de emagrecer tem sido bem mais difícil. Aqui no Québec eu vivo em uma montanha russa últimos e como sempre, durante toda a minha vida, eu COMO as minhas emoções… então já viu né? Enfim, aqui estou eu pedalando na bike da “kdimia” e escrevendo esse post, pensando em um sistema de bonificação que possa me estimular ainda mais a conseguir perder peso. Minha meta é elimimar 12kg e para cada kg perdido eu vou me dar um prêmio.

<del datetime=”2015-01-05T02:01:35+00:00″>1kg. Protetor solar da LaRoche</del> (Ganhei de presente de natal do marido)

1kg. Dois Toy Arts
2kg. Quadro de fotos para o quarto (zone)
3kg. Travesseiro para banheira + sais de banho (ryca e phyna)
4kg. Frases para colocar na parede da Umbra
5kg. Porta épices
6kg. Oleo para o cabelo da Loreal
7kg. Creme kerastase
8kg. Edredom novo para a cama
9kg. Travesseiros divertidos
10kg. Relogio de pulso ou Miracurl ou Perfume
11kg. Minha tatto numero 1
12kg. Pulseira Pandora (somente a pulseira, os pingentes vou dar como premio para manutençao do peso)

1ano de Québec

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Completamos nessa sexta, dia 26 de setembro, um ano de Québec. O que dizer desse primeiro ano que eu já não disse na maioria dos outros posts desse blog? Acho que nem tem o que dizer.
A experiência de morar em ouro país é algo que transforma a gente, das mais diversas maneiras que possamos imaginar. Ao contrário do que muita gente pensa, vir morar fora me abriu os olhos também para o quanto o Brasil tem qualidades que só exergamos quando estamos longe… e sim, eu não faço parte do grupo de imigrantes que sai do Brasil e espalha aos 7 ventos o “quão porcaria” o nosso país é… Mas não vou mentir que amo morar fora, que amo conhecer uma nova cultra, conhecer pessoas que na minha vida e rotina no Brasil eu jamais teria oportunidade de conhecer. Amo conhecer novos lugares e amo a cansativa intensidade de tudo o que é isso aqui.
Em muitos aspectos o primeiro ano foi fácil, mas em muitos foi difícil também. Já escrevi aqui que me magoei com pessoas por criar expectativas demais e certamente já magoei pessoas também e para mim essa relação é algo que tira as minhas energias completamente. Eu não tenho estrutura emocional para lidar com certas coisas.
Morar longe da minha mãe também é um desafio, não poder voltar a estudar na minha área logo de cara me machuca bastante pois o tempo passa e meu sentimento de que vou ficando para trás só aumenta. Viver sobre as regras do “visto de trabalho” por alguns ângulos é difícil, conseguir voltar ao mercado de trabalho é uma jornada praticamente sem fim, ver muitos amigos que você fez voltando para o Brasil ou indo para outro lugar do mundo também é de partir o coração…. porém, como diz minha amiga Vânia, “cada escolha, uma renúncia” e estou aprendendo a conviver com todas elas.
Sobre o francês um ano depois o que posso dizer é que não estou como eu imaginava que eu estaria. Consigo entender bem, mas falar ainda é uma grande dificuldade. Me comunico para coisas do dia a dia, mas não tenho francês o suficiente para “ser amigo de um nativo”, manter uma conversa clara e objetiva ou algo do tipo. Enfim, mas isso é muito pessoal…cada um tem um desenvolvimento diferente.
Sobre a faculdade eu ainda não voltei, mas espero conseguir voltar o tão logo possível. Agora que completamos um ano vamos poder dar entrada no visto de residente permanente pelo PEQ e eu espero que as coisas caminhem mais rápido.

Enfim, eu amo o fato de que sempre o nosso aniversário de chegada no Canadá vai ser no outono que é uma estação incrivelmente linda. Nós não fizemos nada de realmente especial para comemorar essa data, mas no nosso coração a festa foi grande.

5 programas que marcaram a minha infância

Vi esse post no blog Pale September e achei super legal. Deu vontade de curtir a nostalgia também.
Vamos lá:

♥ Caça Talentos
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Eu adorava a Fada Bela. Caça Talentos era tipo uma novelinha que passava no programa da Angélica todas as manhãs. Acho que na época eu havia acabado de me mudar de SP para Fortaleza e eu lembro que estudava de manhã, mas como a escola era relativamente perto de casa, eu ia embora praticamente correndo para não perder a novelinha. Acho que provavelmente foi nessa época que eu fiquei com vontade de ter poderes sobrenaturais (que depois evoluiram para poderem mutantes – kkkkkk).

♥ Sakura Card Captor
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Acho que esse desenho foi a minha iniciação no mundo dos animes. Essa desenho também passava na globo, pela manhà no programa da Angélica. Ele me marcou pois foi o primeiro anime que me lembro ter assistido. Depois dele vieram Digimon, Dragon Ball, Samurai X e uma infinidade mais.

♥ Castelo Ra-Tim-Bum
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Bum bum bum
Castelo rá tim bum
Bum bum bum
Castelo rá tim bum…

Era só tocar a musiquinha que eu já saía correndo. Não perdia um episódio. Nessa época eu ainda morava em SP e foi o período que mais assisti TV cultura. Adorava os programas. Esse em especial era meu companheiro diário.

♥ Doug Funny
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Mais um desenho da TV cultura. Acho que todos os meus amigos já assistiram Doug e acompanharam o dia a dia dos personagens. Talvez esse seja o meu desenho (não anime) preferido ever. Adorava todos os personagens, o Skeeter, o Costelinha, o Sr. Dink…

♥ TV Cruj
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Esse é o mais maravilha pois são vários desenhos legais dentro de um único programa. Acho que voltando para a minha infância eu devo ter passado a maior parte na frente da TV.

Eu não poderia deixar de fazer menção honrosa a alguns outros programas que me acompanharam quando eu era mais novinha. É muita injustiça escolher só 5

♥ O fantástico mundo de Bob
♥ Confissões de Adolescente
♥ Anos Incríveis
♥ X-Men
♥ Fantasia

Hello September

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Primeiro dia de mês é como primeiro dia do ano. Faço o balanço de tudo que aconteceu comigo, das conquistas, das perdas e dos sonhos. Desde sempre o meu sonho foi: Ter uma casinha linda, em um lugar tranquilo, onde todos os meus outros sonhos possam finalmente se realizar. Digamos que o sonho inicial era um ponto de partida para todos os outros.
Parece simples quando se lê assim, em uma frase, sem todo um contexto de uma vida em volta. Mas realizar sonhos é tão difícil, são tantas coisas que acontecem na vida da gente que nos levam justamente ao contrário disso. A pessoa precisa ser muito forte para conseguir realizar o que quer pois no meio do caminho ficam tantos pedaços nossos e tantos pedaços das pessoas que passam pela nossa vida espalhados no chão. No fim, desgustar da vitória deve ser algo maravilhoso, mas imagino quantos e quantos cacos devem ficar pelo meio do caminho.
A minha vida toda eu fui alguém emotivo, diga-se de passagem : chorona. Entrava em uma tristeza profunda em meio aos dramas da escola, da família, da convivencia com as pessoas… Sempre pisei em ovos com medo de ser mal interpretada, sempre fui a pessoa que ficava calada só escutando os outros falarem, não que eu não goste… na verdade eu adoro escutar… mas enfim, falar pouco acabou sendo um refúgio para os meus medos.
No fundo eu sei que queria uma vida onde eu não precisasse catar os cacos de ninguem, nem os meus nem das pessoas que estão ao meu redor. Eu só queria a tranquilidade monótona, aquela que no fim das contas, seu eu parar para pensar bem, parece nem ser vida. É impossível… por mais que eu tente não fazer besteiras o que é besteria vai ser julgado se é ou não, não apenas por mim, mas por todoas as pessoas que estão ao meu redor. Como saber? Como saber também quantas “besterias” definem alguém, quantas qualidades? Quantos erros e quantos acertos? Porque no fim de tudo é isso que as pessoas são: um combo de besterias, erros e acertos medidos pelo mundo inteiro. E o meu lugar tranquilo, cadê? Quanto mais o tempo passa mas eu percebo que peguei um sonho impossível para ser o meu. Impossível em vida. Mas meu sonho pode se realizar com alguns ajustes, com menos expectativas, com aprendizado de vida e com pessoas que me amam ao meu redor… principalmente com elas, pois depois de um momento turbulento são elas que me ajudam a pegar meus pedaços que ficaram espalhados pelo chão quando eu desmontei depois de um problema. São elas que me ajudam a enxergar onde eu errei, que me ajudam a melhorar, que me elogiam e me colocam para cima.
Realmente tranquilidade e felicidade são apenas momentos e ninguém consegue se feliz sempre.
Imigrar me trouxe momentos tranquilos e felizes, da mesma maneira que (mas não na mesma intensidade) me trouxe momentos tristes e nos quais eu me senti perdida. E como aqui, por estar longe da minha zona de conforto, longe de pessoas que eu conheço a anos e de uma rotina que eu já sei exatamente como funciona, tudo é naturalmente mais intenso. O que eu mais quero então, nesse momento, é sempre colher os frutos pois cada dia aqui é um aprendizado. E aprendizado é a única coisa que não se perde na vida.

kbou férias!!!

Minhas férias acabaram ontem. Foram praticamente dois meses de francês off e foram definitivamente os dois meses mais intensos da minha vida. Nunca saí tanto, nunca me diverti tanto, nunca fiz tantas coisas em tão pouco tempo. Foi uma vida em dois meses.
Da mesma maneira que foi divertido eu passei por momentos stressantes, onde tive vontade de me afastar das pessoas e ficar quietinha na minha. Ser imigrante é meio confuso no início e apesar de já estarmos quase completando o nosso primeiro ano, eu ainda me pego em situações pessoais que me fazem refletir que esse tipo de coisa só acontece porque eu não estou no Brasil.

Espero que passada as férias eu volte a ter uma rotina, continue me divertindo, claro, mas que as coisas se acalmem e que essa euforia que o verão provoca nas pessoas também se acalme. Não sei se aguento mais dois meses de “vida loka” assim não… heheheeh. Mas antes que você pense que eu saí pra farrear todo dia, bebi horrores (eu nem bebo) e fui para a balada, deixa eu dizer o que foi “badalação e intensidade” no meu conceito:
♥ Ir ao Festival de Verão;
♥ Fazer passeio fotográficos com o Wesley;
♥ Assistir queima de fogos de artifício pela cidade;
♥ Pegar a balsa e atravessar o rio só para tomar sorvete;
♥ Participar de churrascos na casa de amigos;
♥ Ir para parques fazer pic-nics;
♥ Colher morangos;
♥ Receber os amigos em casa para jogar Dance Central no Xbox;
♥ Ir bater papo na casa dos amigos;
♥ Jogar futebol e frisbee;
♥ Assistir os jogos da copa do mundo com uma galera grande;
♥ Andar de patins;
♥ Passear pelo shopping;
♥ Fazer trilhas em montanhas…

… e muitas outras coisas simples, mas que me encheram de alegria em muitos momentos. Espero que nos próximos anos e nos próximos verões eu saiba aproveitar ainda mais toda a beleza e felicidade que o sol pode trazer depois de um inverno longo e rigoroso. Mas antes de mais nada que eu me encontre e que eu me acostume com esse status eterno de imigrante, que eu aprenda a viver e conviver em um novo país sem me stressar tanto com algumas coisas.

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Sabe as melhores fotos? Pois é, são as do Wes rsrsrrs.

Foram tantas coisas legais nessa cidade linda, que não tem foto no mundo capaz de mostrar.