Fui pro Brasil: São Luiz do Maranhão, Barreirinhas e Lençóis Maranhenses

No nosso primeiro ano de Canada conhecemos uma brasileira, minha chara, que foi morar em Ville de Quebec por um ano, enquanto o marido fazia pós doutorado. Nos duas estudamos juntas no curso de francês e com o tempo ficamos amigas. Quando terminou a pós do esposo da Rachel, eles voltaram para o São Luiz do Maranhão (que é a cidade natal deles) e nos deixaram o convite de ir visita-los, caso fôssemos ao Brasil de férias.
Como disse em um dos posts anteriores, ir para o Brasil não era nossa primeira opção, porém como era necessário, decidimos pelo menos fazer uns passeios que nunca tínhamos tido a oportunidade de fazer e dar uma de turista. Como convite feito (as vezes) é convite aceito, entrei logo em contato com a Rachel para INFORMAR (uahsuahsuahsuas) que estaríamos indo para a casa dela no mês de maio.
Olha, do dia que falei com a Rachel ao dia em que efetivamente compramos as passagens, foi um “vou, não vou” infinito. Eu fui para passar 1 mês no Brasil, porém o Wesley foi para passar 2 semanas. Nos queríamos ir pro Maranhão para conhecer os lençóis, mas o Wesley também queria ir para Jeri, pois ele morou 15 anos no Ceara e nunca havia pisado lá. Fora isso ele ainda tinha que passar um tempo com a família dele em Fortaleza, com isso foram muitos cálculos de dias, tempos, vai pra onde, fica aonde, vai quando, volta quando.
O tempo do Wes em terras tupiniquins seria uma correria só. Inicialmente decidimos ir tanto para São Luiz quanto para Jeri, porém as datas de vôos baratos se chocavam com a disponibilidade de pousada baratinha em Jeri. Depois decidimos ir somente pro Maranhão e ficaríamos lá 6 dias. Depois mudamos de idéia e decidimos não ir mais pra São Luiz e ficar apenas no Ceara mesmo, acabou que voltamos para a idéia de ir apenas para a casa da Rachel e compramos logo as passagens, pois o preço já estava aumentando e batemos o martelo para uma semana em terras maranhenses. Depois de uma ou duas semanas onde já estava tudo ok, passagens compradas e datas informadas pros anfitriões, eu consegui uma pousada baratinha em Jeri e que se encaixava de uma forma legal na agenda corrida do Wesley e no nosso bolso, desde que antecipássemos nossa volta de São Luiz pra Fortal. Assim fizemos com isso terminou a saga do “vai, não vai”.

Então, o que eram para ser 6 dias na casa da Raquel, se transformaram em 3 dias e meio. Chegamos em uma quinta-feira no meio da tarde e voltamos para Fortaleza domingo de noite. No dia da nossa chegada, não deu tempo de fazer muita coisa, apenas fomos conhecer e almoçar em um shops de lá e depois seguimos para a casa dos anfitriões para deixar as malas. De lá nos partimos para dar uma volta pela orla da cidade, conhecemos alguns pontos turísticos que infelizmente não lembro o nome pois foi bem corrido e depois fomos jantar em uma churrascaria. Nesse dia não teve nenhuma foto de paisagem legal, pois já estava de noite quando fizemos a maioria dos passeios.

No dia seguinte o roteiro foi ir conhecer o centro histórico do Maranhão, ou seja, bater muita perna. Não deu tempo de conhecer tudo, mas acredito que fomos nos locais mais importantes. A Rachel e o esposo foram excelentes guias e venderem a cidade deles com todo o carinho do mundo. Eu achei São Luiz parecido e ao mesmo tempo diferente do Ceara, mas tendendo mais pra diferente, pois muitas vezes nem cara de Nordeste tinha, a começar pela vista do avião, onde já dava pra ver muitos rios cortando tudo e uma vegetação bem diferente da que eu estava acostumada. O centro histórico é outra coisa que não temos em Fortaleza, pelo menos não como é em São Luiz. Todos os lados que a gente olhava dava para perceber que aquele local tinha muita história e eu adorei pois finalmente entendi de onde vem a expressão “Nem eira nem beira” que eu sempre usava, mas não sabia o real significado.

Para quem não sabe, essa expressão significa não possuir coisa alguma e ser extremamente pobre. A eira e a beira era um negócio dos telhados das casas que não vou saber explicar aqui direito, mas pelo que eu entendi, se antigamente o telhado de uma pessoa tivesse uma eira, essa pessoa não era pobre… se tivesse eira e beira essa pessoa já era bem de vida… se tivesse eira, beira e tribeira essa pessoa era o riquíssima. E pra completar se a pessoa tivesse tudo isso no seu telhado e ainda tivesse a fachada da casa coberta por azulejos, a pessoa era o Mark Zuckerberg da cidade. Se fulano não tem nem eira nem beira, então não nada. É em desbundado.

Nesse dia almoçamos na escola de culinária do Senac e o tema era frutos do mar. MEOOOO DEOOOOS DO CEEEEEO… quanta comida maravilhosa eu comi. Da vontade de chorar quando lembro que tão cedo não vou comer nada igual o(╥﹏╥)o.

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No dia seguinte acordamos cedo para pegar 5 horas de estrada rumo a Barreirinhas. É dessa cidade que sai o famoso pau de arara em direção aos Lençóis Maranhenses. Assim que chegamos fomos logo correr em busca de uma pousada, depois almoçar rapi10 e seguimos rumo ao paraíso. De Barreirinhas até o destino final são mais ou menos 1 hora. Parte do trajeto é em um pau de arara, parte em uma balsa e parte em um pau de arara novamente. Chegando lá foi uma correria de sobe duna, desce duna, nada nos lagos. O lugar é INCRÍVEL!!!!! Acho que um dos locais mais lindos que já vi na vida. As fotos não mostram o quão bonito é, serio. Esse passeio valeu toda a viagem, pena que é um passeio super corrido e a pessoa tem que estar um pouco em forma, pois é bem cansativo também.
De noite, ja em Barreirinhas novamente, fomos comer pizza. Mais uma vez sou só elogios, porém não posso indicar o nome do restaurante pois não lembro. Acho que comi a melhor pizza da viagem ao Brasil nesse local.
O último dia, que foi um domingo, foi só correria. Pegamos estrada novamente em direção a São Luiz, quando chegamos nos almoçamos em um self-service dentro do supermercado Matheus (delicia também), fomos para casa dar uma descansada e de noite pegamos o avião de volta para Fortal City, pois no dia seguinte de manha já seguiríamos rumo ao paraíso numero 2, Jeri.

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Saldo da viagem:
1.Foi ótimo encontrar a Rachel e o Fernando. É bom saber que temos amigos que nos recebem tão bem. Muito obrigada mais uma vez pelo carinho e cuidado meus queridos.
2. O Brasil é muito maior e muito mais bonito do que a gente possa imaginar. Os lençóis são algo incrível de se ver. A natureza é bela e perfeita. Faltam palavras pra descrever a magia daquele lugar.
3. A culinária do Brasil também é imbatível.

Fui pro Brasil: Comidinhas

É até “triste” falar, mas eu não queria ter ido ao Brasil esse ano. Não, eu não tenho repulsa pela minha origem, muito pelo contrário, fico até chateada quando escuto brasileiros que moram aqui falando tão mal do Brasil (o que é incrivelmente comum pelas bandas de cá).
A questão é que o primeiro ano da imigração é um ano de adaptação e reconstrução. A gente recomeça tudo do zero: trabalho, vida social, montar apartamento. É um território totalmente desconhecido e por isso levamos um tempo para deixar tudo o mais equilibrado possível… tanto emocionalmente quanto financeiramente.
No segundo ano já ficamos mais acostumados com o novo budget, já temos uma rotina mais definida, as fortes emoções do primeiro ano já deram uma amenizada e, talvez, os dois já estão trabalhando, nesse caso começa a sobrar um dinheirinho pra planejar viagens para um local diferente. Nos passamos por 1 1/2 recomeço aqui no Canada: o maior de todos quando chegamos em Quebec e uma 1/2 recomeço quando nos mudamos pra Montréal. Então meio que depois de tudo isso, nossos planos era viajar para fora, conhecer lugares ainda não explorados, aproveitar o fato de que é mais barato ir pra outros lugares legais saindo daqui do que saindo do Brasil. Porém esse ano já ia completar 3 anos que estávamos fora e o Brasil meio que já estava nos chamando. Eu e a minha mãe sentíamos muita falta uma da outra e digo sem sombra de dúvidas que foi apenas por ela que fui ao Brasil. Como um bônus eu me dei a chance de matar o desejo de comer varias coisinhas que não temos acesso fácil aqui no Canada, ver amigos queridos e fazer uns passeios bacanudos.

Bem, esse post é um rapidex apenas para eu deixar registrado algumas maravilhas deliciosas que eu comi durante esse um mês que passei no Brasil. Faltou comer muita coisa, mas a gente vai com a ilusão de que vai dar tempo de fazer tudo, ver todo mundo e comer os sabores de 26 anos de Brasil, mas não da não gente.
Eu comi muitas delícias na viagem que fiz pro Maranhão, que eu nunca havia comido antes. Comi uns 3 cheddars McMelts que é o meu sanduíche preferido do Mc e que não tem aqui. Comi muita comida da mamãe, mas não tive a chance de provar nem metade das coisas deliciosas que ela tem o talento de fazer. Fora caranguejo, coxinha, camarão, refrigerante de caju, yakult, iogurte (detesto os daqui), tapioca, requeijao e muitas e muitas outras coisas gostosas.

Bem, a seguir, cenas fortes. Prepare-se:

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Fui pro Brasil: Ida e Chegada

Esse ano, depois de praticamente 2,5 anos fora, fui ao Brasil para ver a família e amigos. Eu consegui pegar uma passagem relativamente barata saindo de Montréal, fazendo escala em Miami e indo direto para fortaleza… uhuuuul. Não precisei passar por São Paulo como normalmente as pessoas que vão para o nordeste precisam fazer. Eu fui de surpresa, não contei para minha família pois eu queria ir como presente de dia das mães para a minha mãe, uma vez que cheguei em uma terça e o dia das mães foi no domingo. Apenas alguns amigos sabiam que eu estaria indo para o Brasil ヽ(^。^)丿.
Falando da viagem em si: foi super rápida. Fui de American Airlines de Montréal até Miami. Achei o avião super pequeno e desconfortável. Eu não sou uma pessoa grande, mesmo assim consegui ficar apertada nas poltronas. Esse trecho era mais rápido, se não me engano foram de 3 a 4 horas de voo e não dava direito a comida de verdade, apenas uma coisinha para beliscar. Chegando no aeroporto de Miami foi uma correria, pois eu queria ir logo ficar próximo ao meu portão de embarque, uma vez que eu estava sozinha, não falava inglês e o aeroporto era gigante. O maior aeroporto que já estive na vida (como se eu já tivesse andado em muitos). Enfim, eu desci em um portão e eu precisava estar do outro lado do aeroporto. Acho que de caminhada até onde eu precisava estar eu gastei uns 30 minutos, sem brincadeira. Ainda bem que eu não precisei pegar as malas, foi tudo direto. Eu não precisei passar pela imigração americana propriamente dita em Miami, pois isso aconteceu no aeroporto de Montréal antes de embarcar, mas obviamente precisei passar a mala de mão pelo detector de raio-x e aquelas outras burocracias antes de um embarque.
Depois de tudo isso resolvido, eu podia ir procurar um local para comer, mas como o “desespero” em chegar logo onde eu deveria estar era grande demais, acabei dando um pequeno vacilo e não comi onde tinha mais opções. Depois que eu entrei para o saguão de embarque só tinha um Mc Donalds e algumas outras poucas opções que, ou estavam fechando pois já era tarde (umas 21:00 e o voo saia umas 24:00), ou eu não gostava muito. No fim das contas restou pro Mc quebra galho e depois fiquei perambulando pelo imenso saguão, tentando conectar a internet (só temos direito a 30 min de net nesse aeroporto), olhando algumas vitrines de free shop ou simplesmente praticando o nadismo.
Finalmente deu a hora de embarque, dessa vez o avião foi da TAM/Latam. Achei o avião melhor. A poltrona era maior, tinha mais espaço para os pés, se bem me lembro não sentou ninguém na poltrona exatamente ao meu lado, então pude me movimentar mais. A tv da poltrona tinha muitas opções de coisas para assistir e como o voo era mais longo, foi servido duas refeições: uma janta e um café da manha e os dois bem gostosinhos.
Chegando em Fortaleza foi bem rápido na imigração. Não precisei abrir mala nem nada. Minha amiga incrível Carol foi me buscar no aeroporto e me deixar na casa dos meus pais. A diferença de clima eu obviamente senti na hora, um clima mais abafado e bem mais calor do que o que estava fazendo na mesma época em Montréal. Eu estava meio eufórica, porem de uma maneira que me travou totalmente. Ao mesmo tempo que eu achava tudo diferente do que eu estou acostumada hoje em dia, achava tudo igual a quando eu fui embora. No caminho até meus pais foi engraçado e estranho reconhecer alguns pontos que antes faziam parte do meu dia a dia. Acho que o primeiro impacto mesmo foi de não reconhecer aquele local, aquela cidade como minha casa, sabe?
Chegando na minha mamis, de surpresa, foi uma outra sensação estranha. A primeira pessoa que vi foi o meu pai, que inicialmente demorou a me reconhecer (parece até que passei uns 10 anos fora). Depois vi a minha linda e maravilhosa rainha que ficou com o olho cheio de água e mal conseguiu se levantar da cadeira (não apenas de emoção, mas porque ela estava com a maldita da chicungunha). Foi a melhor parte da minha chegada, dar um abraço na minha mãe depois de tanto tempo.

Depois volto aqui para falar dos outros pontos interessantes dessa viagem ao Brasil, se eu for falar tudo, vai ficar um post muito grande, afinal eu passei um mês em terras tupiniquins.

Esse post não vai ter fotos, pois perdi as fotos do primeiro dia de Brasil.
Shame on me (#/。\#).

Passeio ao Mont Tremblant / Promenade au Mont Tremblant

Eu sou uma pessoa muito pontual, porém aqui no blog estou deixando a desejar. Hoje eu gostaria de mostrar para vocês um passeio que eu fiz para o Mont Tremblant, no dia 26 de dezembro.
O Mont Tremblant é um lugarzinho charmoso, com vários restaurantes, lojas para turistas, estação de ski e snow e também tem um cassino. Esse lugar fica depois de Montreal e como eu moro em Québec, foram aproximadamente 4 horas e meia de carro para ir e o mesmo tempo para voltar.

Je suis une personne vraiment ponctuel, cependant ici au blog je laisse à désirer. Aujourd’hui j’aimerais vous montrer une promenade que j’ai faite au Mont Tremblant le 26 décembre.
Le Mont Tremblant est un petit lieu très charmant, avec beaucoup de restos, des boutiques touristiques, une station de ski et de snow et un casino.
Cette place la se situe pas très loin de Montréal et comme j’habite à Québec, ça nous a pris 4 heures et demi en voiture pour y aller et le même temps pour revenir chez nous.

Fomos meio no impulso. Eu, marido, um casal de amigos que mora em uma cidade vizinha e a Anndreza e o esposo. Saímos de casa umas 5 da manhã, paramos no meio do caminho para comprar besteiras e chegamos próximo das 10:00 da manhã.
Logo quando vamos chegando já da para ver que o lugar é muito bonito. Muitas casas grandes e construções bem no estilo europeu (imagino eu). O lugar estava lotado de turistas, gente para todo lado carregando a sua prancha de snow ou o equipamento de ski. Muitas crianças e idosos também. Acho que o lugar é bom para todas as idades.
Lá também tinha alguns hotéis, os quais nem me atrevo a imaginar o preço de uma diária, mas acho que deve ser da hora se hospedar lá pelo menos umas duas noites. Acho que é o suficiente, pois o lugar não é muito grande a ponto de ter várias coisas para se conhecer. É mais para relaxar mesmo.

On a pris la décision d’y aller de façon impulsive. Mon mari et moi sommes allés avec un couple d’amis qui habitent à une ville proche d’ici et avec Anndreza et son mari.
Nous sommes partis de chez nous à 5 heures du matin, nous nous sommes arrêtés pour acheter quelques choses et nous sommes arrivés à environ 10 heures du matin.
Au moment où on arrive, il est déjà possible de remarquer que la place est vraiment belle. Beaucoup de très grandes maisons et bâtiments au style européen (j’imagine).
L’endroit était rempli de touristes, des gens partout en train de transporter ses équipements de snow ou de ski. Il y avait beaucoup d’enfants et de personnes âgées aussi. Je pense que l’endroit est bon pour tous les âges.
Il y avait là-bas aussi des hôtels, dont je n’ose même pas imaginer le prix d’une nuit, mais je pense que ça doit être cool payer pour au moins pour deux nuits. Je pense que deux nuits c’est suffisant, parce que l’endroit n’est pas très grand et il n’y a pas non plus beaucoup de places à connaître. Mais c’est une place parfaite pour relaxer.

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cineAqui tem um video que a Anndreza vez no dia desse passeio. É so apertar o play:

Vou tentar escrever meus textos em francês e em portugues para praticar. Eu quero escrever sempre em francês pois eu acho que isso vai me ajudar a aprender mais. Observação: eu estou aprendendo, então é verdade que cometerei muitos erros.

Je vais essayer d’écrire mes textes en français et en portugais pour les pratiquer. Je veux écrire toujours en français car je crois que ça va m’aider à apprendre plus. Note: J’apprends, donc c’est vrai que je ferai beaucoup d’erreurs.

colheita de morangos

Ontem eu, Wes e um grupo de amigos fomos fazer uma colheita feliz de morangos… (e que introduçãozinha brega).
Aqui nessa época mais quente sempre tem colheita de alguma coisa. No momento são os morangos e framboesas e depois será maçã, se não me engano. Nós fomos até L’ile D’Orleans, que fica pero aqui de Ville de Québec, onde existem várias mini fazendas nas quais as pessoas podem ir fazer a colheita. Para levar os morangos para casa a pessoa compra uma cestinha ou um saquinho e pode colher o que couber dentro, além de poder comer a vontade no local. O mais legal é que não é cobrado por pessoa e sim por cesta, desta forma eu e o Wesley compramos apenas uma e pagamos apenas 8 dólares, porém nós dois podíamos colher e comer a vontade. Eu fiquei lá fazendo o trabalho duro de encher nossa cestinha e o marido ficou apenas comendo e tirando fotos do lugar. A experiência é bem bacana e o morango colhido direto do pé é bem docinho… adorei e vou querer ir novamente no próximo verão.

Seguem as fotos, todas tiradas pelo Wes. O dia foi super divertido, depois da colheita ainda fomos em um restaurante que fica em uma vinícola gigantesca e comemos um sanduiche de lagosta com creme de abacate DE-LI-CI-O-SO, fora que a paisagem do lugar era liiinda demais. Cada dia me apaixono ainda mais por essa Québec cheia de cores na primavera/verão. As paisagens indo mais para o interior são ainda mais incríveis. Espero poder fazer ainda vários passeios antes do inverno voltar.

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O único problema desse clima maravilhoso é que, ao contrário do que eu pensei, eu estou engordando bem mais pois estou saindo muito e comendo muita besteira. O que me conforta é que no inverno eu terei tempo de sobra de focar na academia e ver se perco esses quilinhos chatos que me perseguem nesse efeito sanfona infinito.

Beeeijuuuuuu!!!

Montréal

Montréal. O que pensar? Montréal talvez seja a cidade aqui do Quebec que mais receba imigrantes e que talvez tenha a maior diversidade cultural. A mais “badalada” eu também me arrisco a informar. Minha ida para lá não foi regada de empolgação. Primeiro porque eu fui basicamente para resolver um problema pessoal, segundo porque eu passaria apenas um dia e meio e terceiro porque foi em um fim de semana bastante frio. Como eu falei anteriormente eu fui para lá de trem e chegamos e por volta das 21:30, logo não deu para sair e fazer algo diferente no sábado… foi só chegar, ir para a o ap do nosso anfitrião e ir dormir.
Como íamos precisar pegar o metrô várias vezes nesse 1 dia e meio + o fim de uma noite, decidimos comprar o cartão para 3 dias e não nos arrependemos pois o mesmo faz integração com as linhas de ônibus e metrô e na metade do primeiro dia o que pagamos já havia sido compensado, digamos assim.

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No dia seguinte acordamos cedo e traçamos um pequeno roteiro. Nosso desejo era ir para o Mont Royal, em seguida para a Biosfera e depois nos encontrar com o nosso amigo para fazer algo de noite. Estava fazendo um frio desgramado com sensação de -32 graus e eu confesso que nessa altura do campeonato a minha lua de mel com o inverno já acabou e estou bem cansada de todos os preparativos para ficar ao ar livre e do frio congelante que sinto nos pés não importa o quanto eu me proteja. Enfim, como não estudamos o roteiro direitinho, conseguimos na primeira tacada pegar 4 ônibus errados e de integração em integração a paciência acabou tão rapidamente quanto o frio que sentimos por passar tanto tempo fora e só chegamos no nosso destino praticamente duas horas mais tarde que o planejado.
Chegando la no Mont Royal fomos correndo para uma cabana que tem por lá para tentar aquecer nossos pés. Não sinto muito frio nos braços e pernas, mas o frio que sinto nos pés compensa tudo (de forma negativa). Achei a cabana bem aconchegante e passamos um tempinho por lá aproveitando o ambiente e tomando chocolate quente.

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Em seguida subimos mais um pouco para chegar até um lugar onde podemos ver a cidade toda e é realmente muito bonito. Lá tem também um casarão e encontrei pessoas de todos os lugares e escutei as mais diversar linguas, inclusive português.

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Nosso desejo era em seguida ir para a Biosfera pois naquele fim de semana a entrada seria gratuita, mas como toda falta de organização é pouca, nos confundimos e fomos parar no Biodomo. Esse não era o nosso desejo pois queríamos fazer apenas programas free e para entrar no biodomo era preciso desembolsar algumas rainhas elizabeths. Para não perder o passeio nós acabamos dando uma voltinha no planetário que fica logo ao lado.

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Passamos um bom tempo no planetário e lá a disposição acabou completamente para enfrentar mais saídas e fomos direto para casa.

No dia seguinte nós fomos resolver nossos problemas e corremos para ir finalmente na biosfera, pois nosso trem partia rumo a Quebec novamente as 15:00. Nesse dia teve tempestade de neve e estava horrível pra ficar andando pra lá e para cá com as nossas mochilas pesadas nas costas. Chegando no nosso destino a alegria do pobre durou pouco pois a biosfera estava fechada… kuen kuen kuen.

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De lá fomos tentar salvar o nosso dia indo em um mercadinho que vende produtos brasileiros. Pelo menos isso deu certo e conseguimos comprar guaraná antártica, massa para pão de queijo, biscoito bono e moça fiesta. Infelizmente não tinha nescau.
Finalmente partimos para a estação de trem para voltarmos para casa.

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Eu acho que pelo fato de estar frio demais, ter acontecido tempestade de neve e ter sido corrido e confuso, Montréal não me encantou a primeira vista. Na verdade eu senti um “deja vu” em relação a São Paulo quando de trata de mendigos (vi demais) e alguns lugares meio sujos e esburacados. Agora fazendo um comparativo com São Paulo, o metrô de SP dá de 1000 a 0 no de Montréal.
A cidade não deixa de ser bonita, claro, na verdade a cidade é linda em muitos aspectos e com relação ao francês/ingles das pessoas no meio da rua o que eu mais escutei foi inglês ou qualquer outro idioma, mas nos restaurantes e outros lugares do tipo sempre nos atendiam com francês.

Quero voltar na cidade no outono. Tenho certeza que minha impressão vai mudar bastante. E quero voltar com mais tempo e dinheiro para poder aproveitar fazendo o máximo de programas diferentes possíveis.

Gare du Palais

Vou tentar escrever meus textos em francês e em portugues para praticar. Eu quero escrever sempre em francês pois eu acho que isso vai me ajudar a aprender mais. Observação: eu estou aprendendo, então é verdade que cometerei muitos erros.

Je vais essayer d’écrire mes textes en français et en portugais pour les pratiquer. Je veux écrire toujours en français car je crois que ça va m’aider à apprendre plus. Note: J’apprends, donc c’est vrai que je ferai beaucoup d’erreurs.

Semana passada eu o o Wes fomos para Montreal resolver alguns problemas e aproveitamos para passar dois dias e meio lá. A viagem foi rápida e depois eu conto minhas impressões sobre a cidade pois nesse post eu queria mostrar algumas fotos da linda estação de trem que temos aqui em Quebec, a Gare du Palais.

La semaine dernière, mon mari et moi sommes allés à Montréal pour résoudre quelques problèmes et nous en avons profité pour passer deux jours et demi là-bas. Le voyage a été rapide et après je vais parler de mes impressions sur la ville, car je voudrais montrer quelques photos de la belle gare que nous avons ici à Québec, la Gare du Palais.

Nós decidimos fazer a viagem de trem pois as passagens estavam de promoção para a data que precisávamos ir e com isso pagamos bem menos que se fôssemos de ônibus e ainda tivemos mais conforto durante a viagem.
A ida para Montreal demorou 3 horas e o trem era super limpinho e confortável. O conforto era um pouco menor quando comparado aos ônibus estilo leito no qual eu já viajei no Brasil, mas as poltronas eram bem grandes e reclinavam bastante, tinha wifi liberado, serviço de bordo e local para pendurar os casacos de inverno. A viagem teria sido ainda melhor se tivesse acontecido com a luz do dia, pois assim eu poderia apreciar a paisagem.

Nous avons décidé de faire le voyage en train parce que les billets étaient en solde pour la date dont nous avions besoin et à cause de ça nous avons payé beaucoup moins cher que la valeur des billets d’autocar et nous avons eu encore plus de confort pendant le voyage.
Le voyage à Montréal a pris trois heures et le train était super propre et confortable. Le confort a été inférieur en comparaison aux autocars avec des fauteuils inclinables en lesquels j’ai voyagé au Brésil, mais les fauteuils étaient très grands et s’inclinaient beaucoup, on avait le WiFi gratuit, service à bord et un endroit pour accrocher les manteaux d’hiver. Le voyage aurait été encore mieux s’il s’était passé à la lumière du jour, parce que j’aurais pu profiter du paysage.

Voltando a falar da estação de trem: eu não conheço muitas, mas mesmo sendo pequena eu me arrisco a dizer que a Gare de Palais é a mais bonita que já vi. Não sei fazer um texto falando sobre o estilo arquitetônico pois eu realmente não entendo sobre o assunto com esses detalhes de conhecimento, simplesmente achei o lugar bonito e bem cuidado. Acho que é um bom ponto turístico aqui de Quebec e vale apena não só os turistas irem fazer um passeio por lá, mas também o imigrante recém chegado.

Pour en revenir au sujet de la gare : je n’en connais pas beaucoup, mais même celle-ci étant petite, je me risque à dire que la Gare du Palais est la plus belle que je n’ai jamais vue. Je ne suis pas capable d’écrire un texte parlant de l’architecture parce que je ne comprends pas vraiment le sujet en détail, j’ai juste trouvé l’endroit magnifique et bien entretenu. Je pense que c’est un bon point touristique ici à Québec et ça vaut la peine non seulement pour les touristes d’y aller faire un tour, mais aussi pour les nouveaux arrivants.

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Faltam poucas horas para o nosso voo e o início de uma nova vida. Na madrugada de amanhã nós partiremos para Guarulhos e vamos fazer uma conexão básica de 14 horas até sair o nosso voo para Toronto e depois Quebec.
Os 20 dias que eu passei em Fortaleza simplesmente voaram diante de tantas burocracias que eu tive para resolver e faltou tempo para encontrar amigos queridos, familiares e fazer outros programas que eu havia planejado…acho que eu precisaria de uns 2 meses para fazer tudo de forma tranquila e calma.
Enfim, estou calma, estou zen e estou com um aperto no coração ao mesmo tempo, mas vamos ao check list do que rolou e do que não rolou nessa fase pré-Canadá:

Passagens: Compramos no mês passado.
Estadia no Canadá: Conseguimos uma ap para ficar no primeiro mês e em novembro nós iríamos dividir custos de moradia com um canadense, mas semana passada recebemos um email dele dizendo que não poderia mais ser nosso coloc. Chegando lá vamos ter que correr atrás disso.
Fechar contas nos bancos e cancelar cartão de crédito: Fechamos minha conta, mas deixamos uma das contas do Wesley ativa.
Comprar adaptadores no padrão canadense: Compramos apenas um, pois estamos levando os celulares, minha chapinha e secador e acho que é o suficiente.
Comprar mala G: Compramos mais uma mala pois ainda tinha bastante coisa para levar.
Comprar remédios: Fizemos uma farmacinha com vários tipos de remédios, além do anticoncepcional para o período de um ano.
Solicitar mais históricos no IFCE: Deixei esses com a minha mãe.
Transferir o dinheiro para o VTM: isso merece um outro post pois vacilamos muito nesse tópico. Depois explico o porque.
Procurador: Deixamos minha mãe como procuradora do Wesley para resolver alguns problemas, caso surjam.
Plano de saúde: Vamos fechar com o Desjadins assim que chegarmos lá.
Tatuagens: acabei não fazendo mais. Vai ficar para quando eu chegar no Quebec mesmo.

Fora isso, comi sushi bom e barato umas 5 vezes, fui no Coco Bambu, Bebelu, Kalzone, San Paolo, 50 sabores, Pasto e Pizzas, comi chocolate da Cacau Show, encontrei com amigos do Christus, IFCE, UECE, CEMOL, comi da comidinha da mamãe e fui bastante mimada por ela, fui a praia e comi caranguejo, bebi litros e mais litros de refrigerante de caju, cortei o cabelo, tirei a sobrancelha, roí as unhas, almocei na casa da tia a mesma comida de todos os domingos da minha infância, fui conhecer o neném da Cicília e várias outras coisas.

Gostaria de deixar meu agradecimento a minha mãe que sempre me apoiou, aos amigos Rafa e Cicília que nos ajudaram muito durante todo esse tempo e a todos que nos desejaram felicidades nessa nova fase da minha e do Wesley.

Atualizações pré-Canadá (2)

Hoje foi um dia bem intenso. Fomos para Sorocaba resolver algumas pendências e levamos praticamente o dia inteiro e quando retornamos para São Paulo fomos correndo no VAC pegar nossos vistos.
Ontem levamos um baita susto pois quando fomos olhar o status do nosso processo no site do VAC apareceu essa mensagem:

VAC fechará permanentemente às 14hs dia: Rio de Janeiro: 1º Outubro, 2013 – Brasilia: 2 de Outubro, 2013 – Sao Paul: 3 de Outubro, 2013. Depois deste dia, você precisará entrar em contato com a Embaixada do Canadá na Brasil ou Cidadania e Imigração do Canadá http://www.cic.gc.ca para obter informações.

Como já passamos por tantas situações de aperto e desespero no nosso processo, acabamos não lendo direito e o “outubro” passou desapercebido. Entrei em desespero, comecei a chorar achando que não ia dar tempo de pegar nosso passaporte uma vez que já havíamos comprado as passagens para ir pra Fortaleza depois de amanhã. Pensei que teríamos mais um prejuízo fazendo a remarcação de passagem ou que o visto seria enviado para um endereço no qual não estaríamos mais.
Apenas hoje de manhã, um pouco mais calma, foi que percebi que não havíamos lido corretamente e que daria tempo sim de pegar os passaportes.
Fomos também na agência de viagens pegar nossas passagens e agora sim a contagem regressiva inicia para nós. Faltam exatamente 23 dias para nossa mudança para o Canadá. É bem estranho o que estou sentindo agora pois esse processo foi tão longo e tão intenso de sentimentos que fico até meio confusa com a situação. Só sei que agora parece ainda mais real.
Terminei também de arrumar as malas para Fortaleza. Nossa, praticamente chegamos no limite de peso e não sei qual milagre vamos fazer para caber tudo (em duas malas cada) na nossa ida para o Quebec. Já me desfiz de muitas coisas e acho que vou precisar praticar o desapego em muito outros itens que foram para Fortaleza junto com nosso carro.
E é isso aí, os dias vão passando e meu sonho vai ficando cada vez mais próximo de acontecer.
Boa Sorte para nós!!!

Diário de Viagem: Fondue e fotos

E a viagem para Salto de Pirapora rendeu fondue, lareira acesa, conversinha boa e fotos, muitas fotos. Foi um feriado ótimo para descansar, conhecer novas pessoas, quebrar a dieta e sair da rotina…adoro esses passeios inesperados e que no fim das contas me surpreende positivamente.

O que aprendi com essa viagem?
– Nunca mais dizer que não fico no mesmo lugar que pessoas bebendo. Eu detesto bebida alcoólica e detesto ainda mais os bêbados…mas nessa viagem acho que 90% dos presentes bebiam e eu fiquei numa boa. Acho que estou aprendendo a ser menos radical conforme o tempo vai passando.

– Olhar a previsão do tempo antes de preparar as malas. Passamos o maior frio e ficamos praticamente 3 dias com a mesma roupa.