Montréal

Montréal. O que pensar? Montréal talvez seja a cidade aqui do Quebec que mais receba imigrantes e que talvez tenha a maior diversidade cultural. A mais “badalada” eu também me arrisco a informar. Minha ida para lá não foi regada de empolgação. Primeiro porque eu fui basicamente para resolver um problema pessoal, segundo porque eu passaria apenas um dia e meio e terceiro porque foi em um fim de semana bastante frio. Como eu falei anteriormente eu fui para lá de trem e chegamos e por volta das 21:30, logo não deu para sair e fazer algo diferente no sábado… foi só chegar, ir para a o ap do nosso anfitrião e ir dormir.
Como íamos precisar pegar o metrô várias vezes nesse 1 dia e meio + o fim de uma noite, decidimos comprar o cartão para 3 dias e não nos arrependemos pois o mesmo faz integração com as linhas de ônibus e metrô e na metade do primeiro dia o que pagamos já havia sido compensado, digamos assim.

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No dia seguinte acordamos cedo e traçamos um pequeno roteiro. Nosso desejo era ir para o Mont Royal, em seguida para a Biosfera e depois nos encontrar com o nosso amigo para fazer algo de noite. Estava fazendo um frio desgramado com sensação de -32 graus e eu confesso que nessa altura do campeonato a minha lua de mel com o inverno já acabou e estou bem cansada de todos os preparativos para ficar ao ar livre e do frio congelante que sinto nos pés não importa o quanto eu me proteja. Enfim, como não estudamos o roteiro direitinho, conseguimos na primeira tacada pegar 4 ônibus errados e de integração em integração a paciência acabou tão rapidamente quanto o frio que sentimos por passar tanto tempo fora e só chegamos no nosso destino praticamente duas horas mais tarde que o planejado.
Chegando la no Mont Royal fomos correndo para uma cabana que tem por lá para tentar aquecer nossos pés. Não sinto muito frio nos braços e pernas, mas o frio que sinto nos pés compensa tudo (de forma negativa). Achei a cabana bem aconchegante e passamos um tempinho por lá aproveitando o ambiente e tomando chocolate quente.

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Em seguida subimos mais um pouco para chegar até um lugar onde podemos ver a cidade toda e é realmente muito bonito. Lá tem também um casarão e encontrei pessoas de todos os lugares e escutei as mais diversar linguas, inclusive português.

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Nosso desejo era em seguida ir para a Biosfera pois naquele fim de semana a entrada seria gratuita, mas como toda falta de organização é pouca, nos confundimos e fomos parar no Biodomo. Esse não era o nosso desejo pois queríamos fazer apenas programas free e para entrar no biodomo era preciso desembolsar algumas rainhas elizabeths. Para não perder o passeio nós acabamos dando uma voltinha no planetário que fica logo ao lado.

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Passamos um bom tempo no planetário e lá a disposição acabou completamente para enfrentar mais saídas e fomos direto para casa.

No dia seguinte nós fomos resolver nossos problemas e corremos para ir finalmente na biosfera, pois nosso trem partia rumo a Quebec novamente as 15:00. Nesse dia teve tempestade de neve e estava horrível pra ficar andando pra lá e para cá com as nossas mochilas pesadas nas costas. Chegando no nosso destino a alegria do pobre durou pouco pois a biosfera estava fechada… kuen kuen kuen.

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De lá fomos tentar salvar o nosso dia indo em um mercadinho que vende produtos brasileiros. Pelo menos isso deu certo e conseguimos comprar guaraná antártica, massa para pão de queijo, biscoito bono e moça fiesta. Infelizmente não tinha nescau.
Finalmente partimos para a estação de trem para voltarmos para casa.

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Eu acho que pelo fato de estar frio demais, ter acontecido tempestade de neve e ter sido corrido e confuso, Montréal não me encantou a primeira vista. Na verdade eu senti um “deja vu” em relação a São Paulo quando de trata de mendigos (vi demais) e alguns lugares meio sujos e esburacados. Agora fazendo um comparativo com São Paulo, o metrô de SP dá de 1000 a 0 no de Montréal.
A cidade não deixa de ser bonita, claro, na verdade a cidade é linda em muitos aspectos e com relação ao francês/ingles das pessoas no meio da rua o que eu mais escutei foi inglês ou qualquer outro idioma, mas nos restaurantes e outros lugares do tipo sempre nos atendiam com francês.

Quero voltar na cidade no outono. Tenho certeza que minha impressão vai mudar bastante. E quero voltar com mais tempo e dinheiro para poder aproveitar fazendo o máximo de programas diferentes possíveis.

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